A pandemia do covid-19 e a Síndrome de Burnout

O trabalho pode te adoecer

A decisão de decretar estado de emergência e de colocar o país em quarentena trouxe algo nunca visto nas últimas décadas.

De repente, as empresas avisaram que os profissionais realizariam seus trabalhos sem casa na modalidade “Home Office”. De uma hora para outra suas funções anteriormente exercidas nos escritórios, consultórios e lojas seriam transferidos para suas residências.

A antiga jornada, que iniciava seguindo um ritual de arrumar-se, tomar um rápido café, utilizar transporte público ou carro particular para chegar ao seu trabalho, agora mudou, transformou-se. O trabalho agora, em muitos casos, já começará logo após o despertar do relógio. É só ligar o aparelho celular, e tudo começa!!!!!

Quer dizer, antes tínhamos algo cristalino, certo, repetitivo, que era a nossa rotina!!!! E para muitos essa rotina, que vinha no “modo automático”, estava dando resultados, estava dando certo!!!!!!

Esse cotidiano colocava um claro limite entre o que era estar em casa e o que era ir para o trabalho, desempenhar seu papel profissional.

Nosso cérebro criou esse mapa mental, desenvolveu formas de confortar um possível desgaste, um possível estresse provocado pelo trabalho, pelo excesso de trabalho.

Não era raro “conversarmos com nossos botões” como diziam os antigos, como esse que vos escreve…..he he he!!!!!

-” Estou cansado, num vejo a hora de chegar em casa e tomar um banho”.

Ou também muito comum nosso cérebro alertar:

– “ Não leve problemas do trabalho para casa!! Num te faz bem!!”

A resposta que nosso íntimo, nossa consciência dava era muito clara:

– “Deixa comigo, eu sei separar as coisas! O que é do trabalho fica no trabalho, o que é de casa fica em casa!!!!”

Esse diálogo interno permeava nossa saúde mental, ajudava a criar limites entre o trabalho saudável e o trabalho excessivo que leva a sobrecarga, e te leva a infindáveis horas dedicadas ao trabalho! Não raro te deixando muito cansado, exausto!

Não era raro escutar que alguém do trabalho que levaria tarefas para casa, um relatório por exemplo. Chamávamos essas pessoas de “workhaholic”, dizíamos que elas eram “doidas”.

– O que você vai ganhar com isso!!!!???? Perguntávamos.

Eram tantos argumentos que a pessoa nos apresentava, que acabávamos achando que ela estaria com razão!!!

Pois agora, com a pandemia do covid-19, que deixou tudo de cabeça para baixo! O trabalho invadiu nossos lares!

Arsenais tecnológicos foram trazidos para o aconchego do lar, para darmos conta da rotina antes realizada nas nossas empresas.

O empregador, de uma hora para outra, alugou computadores e impressoras. Comprou cadeira especial, extensão para os equipamentos elétricos, sistemas de comunicação à distância. Passou em grandes papelarias e comprou material de escritório. Enviou o suporte técnico da T I para que tudo ficasse “as mil maravilhas”,  e enfim não deixássemos nada parar.

Nossos filhos, esposa, pais, irmãos ficaram de queixo caído!

Disseram:

– Nossa que legal a sua empresa hein!!!!

Bom meus leitores, ai eu te pergunto:

– Mas e nossa sala, nosso cantinho para conversa???

Talvez suas respostas sejam

– Agora virou home office!!!!

Em casa, minha irmã foi para o quarto dela, assistir novela, enquanto eu trabalho nas minhas atividades! Ahhhh, ela num ficou nada contente!!!

Mas e a rotina da casa?

Como fica?

Você pode estar com esse problema, as crianças estão sem aulas!

Te pergunto:

– Como vamos conseguir conciliar o trabalho com as atividades das crianças? E os afazeres domésticos, que horas serão realizados????

Pois é?

Problemas novos ocasionados pela pandemia!

Nunca pensaríamos que de uma hora para outra nossa rotina seria tão brutalmente mudada, retirada de nós!

Eu Já estou de cabelo em pé só de escrever!!!! He he he….. só para descontrair!!!!

O que fazer, num é?

E eu que pensava que ir para o trabalho era ruim, ficar ouvindo reclamação de meus colegas! Atritos entre chefe e colegas de trabalho!!!!!

Cadê tudo isso? Eu quero de volta!!!!!

Acredito que essa ruptura, mudança abrupta da rotina, somada com a pressão por resultados, o acúmulo de tarefas em razão da diminuição no quadro de funcionários, o medo de perder o emprego pela queda nas vendas, criam em nossas mentes pontos que podem levar a transtornos psiquiátricos, principalmente depressão, fobias e Burnout.

Focarei na Sindrome de Burnout em razão dessa psicopatologia ter sua origem no trabalho, como definiu bem o psiquiatra alemão Herbert J. Freudenberger, na década de 70.

Freudenberger definiu a Síndrome de Burnout como ….”um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional.”

Essa Síndrome tem como sintomas a exaustão extrema, estresse e esgotamento físico ocasionado por situações de trabalhos desgastante, e até mesmo excesso de trabalho.

De acordo com os estudos feitos pelo pesquisador, essa síndrome surge com mais frequência em profissionais da saúde, professores, policiais, bombeiros.

Eu não tenho como afirmar, mas essa mudança no trabalho provocada pela quarentena, pela covid-19 poderá estar desencadeando um número expressivo de casos com sintomas parecidos com o Burnout. Acredito que logo serão publicados  estudos que poderão esclarecer essa questão!

Portanto, cabe esse alerta!

Precisamos desenvolver estratégias para que durante a quarentena do covid-19, não percamos nosso equilíbrio emocional, nossa saúde!

Não existe receita, vez que cada um teve situações diferentes ligadas ao trabalho. Mas em breve farei algumas sugestões, baseada nas orientações de especialistas, e também na minha experiência, convivendo com a nova rotina a qual estou também submetido, no home office, trabalhando em casa!

Acompanhe nosso trabalho nas redes sociais onde continuaremos a debater esse assunto, que afeta diretamente nossas vidas e pode trazer um desequilíbrio, tendo como consequências inúmeros prejuízos aos trabalhadores submetidos a essas condições atuais de trabalho.

Gostou do tema?

Quer deixar um depoimento ou sugestão?

Escreva em um dos canais que já conhece e que utiliza para falar comigo! Responderei o mais rápido possível!

Fico por aqui e te deixo um forte abraço!

Professor Arnaldo Santos

Psicólogo e Coach

COMO LIDAR COM O AFASTAMENTO SOCIAL PROVOCADO PELA PANDEMIA COVID-19??

De repente nos vemos numa situação inédita em nossas vidas!

Vivíamos uma vida normal, cotidiana, difícil, sofrida, mas que fluía, que era suportável, e até bacana de viver!

A rotina era trabalho, casa, casa, trabalho!

Nosso relógio despertava às 5h30 da manhã, a gente ficava com vontade de ficar na cama, olhava para o relógio, mas ele, teimoso, tocava de novo.

A gente reclamando, levantava!

Fazíamos nossa higiene pessoal, trocávamos de roupa, tomávamos uma xícara de café amanhecido e íamos para o ponto de ônibus.

Encontrávamos nossos colegas, cumprimentava cada um deles!

Falava de futebol, da festa, do Big Brother e assim a gente chegava na empresa para trabalhar.

Cada um batia o seu ponto, cumprimentava os colegas de trabalho.

As 8h00 a gente começava a trabalhar!

Esbravejando a gente dizia:

– Meu Deus, quanto serviço!!!!

– Essa empresa num me valoriza,

– Esse salário de fome…..

Quanta reclamação! Estávamos a beira de um ataque de nervos!!!!

Veio a quarentena!

– Tudo sumiu!

Relógio pra despertar, colegas do ponto! Reclamação sobre a empresa!

– Que saudades de reclamar!!!!!

Tiraram tudo!

– Cadê minha rotina!!????

Se esse texto fez você lembrar um pouco do que era sua vida, você se junta a milhões de trabalhadores do mundo que estão afetados pela quarentena provocada pela pandemia covid-19!

Provavelmente futuros estudos mostrarão o quanto a pandemia afetou o psicológico das pessoas! O quanto essas pessoas passaram momentos de tristeza, medo e angústia por terem perderem momentaneamente seus empregos.

A pandemia colocou milhões de pessoas em home office, outros milhares em férias antecipadas e muitos outros com redução de carga horária e salários, bem como outros com suspensão de contrato de trabalho!

A esses milhões de pessoas que estão com suas rotinas modificadas eu também me junto. Também estou enfrentando esse momento de distanciamento social!

Tenho feito algumas coisas para superar essa condição emocional:

– Me dedicar a meu trabalho! Amo lecionar! Preparar minhas aulas tem sido uma terapia! Procure também dedicar-se e apegar-se a seu Trabalho!

– Utilize seu tempo de forma produtiva!

– Compartilhe as tarefas de casa! Você está no lugar que sonhou a vida inteira, perto de seus familiares! Portanto os ajude na rotina da casa!

– Assista o mínimo possível a Televisão! Você perceberá que o efeito será bem positivo, perceberá que ficará livre momentaneamente do bombardeamento de notícias ruins!

– Movimente-se! O corpo requer movimento! Nosso corpo parado por longos tempos pode começar a desencadear problemas físicos!

– Converse! Certamente você é uma pessoa agradável e que pode ter longos papos! Relembre momentos que te trouxeram alegrias! Conte aquelas histórias para seus familiares! Comente aquele filme, aquele passeio!

– Leia um bom livro! Distraia-se com sua imaginação, entre no mundo dos personagens e nas suas viagens! Aguçar a imaginação te trará um alívio emocional e afastamento momentâneo da realidade, o que proporcionará bem estar!

Bom espero que sejam úteis minhas dicas, que te ajude a enfrentar o isolamento momentâneo de uma forma positiva e produtiva!

Pense………vai passar! Pense positivo……. Você terá sua rotina de volta!!!!

Professor Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo e Coach

O DIA A DIA DE UM HOME OFFICE NA PANDEMIA DA COVID-19

O mês de março terminou. Abril começou,e desde 20 de março de 2020 aqui na cidade de São Paulo, estamos em quarentena, por causa da pandemia da covid-19.

Muito se fala, muito se publica a respeito de home office, mas acredito que relatar um pouco da experiência que acumulei ao longo do tempo, também pode te ajudar, pode mostrar como errar menos no trabalho home office.

Trabalhar em casa é um desafio diário, pois percebo que as variáveis são muitas, e algumas delas incontroláveis.

Estar distante da estrutura organizacional nos dá liberdade, mas também aumentam as responsabilidades pelos resultados.

Quando estamos em nossas empresas, pertencemos a uma rede, a uma engrenagem, que está minimamente organizada para dar certo.

Vou citar um exemplo que vivenciei dias desses no meu trabalho home office, e que por trabalhar sozinho, tive que me virar!

Tenho uma impressora que me atende para as impressões de relatórios, guias de pagamento, boletos, documentos diversos.

Dia desses estava trabalhando no relatório que apresento a meus clientes. Finalizei um desses relatórios para determinado cliente. A apresentação dele estava marcada para a parte da tarde.

Mandei o documento pronto, com 10 páginas, para a impressão. Na quarta página do relatório a impressão começou a falhar. Da oitava em diante, saiu tudo em branco. Quando vi o horário e o documento incompleto, falei para mim mesmo “lascou”!

Não pensei duas vezes,, fui até papelaria mais próxima da minha residência para comprar um novo cartucho de impressão. Cheguei lá e dei sorte, pois a papelaria tinha o último cartucho para o tipo de impressora que tenho.

Comprei, voltei e instalei na impressora, mandei imprimir novamente e finalmente conclui meu trabalho. Montei a pasta, fui ao encontro do meu cliente e entreguei o trabalho a ele.

Quer dizer, uma situação dessa em nossa empresa, no nosso departamento, a providência seria ir até a área de compras com a requisição de material, retirar, instalar o cartucho e imprimir.

Portanto o home office requer de nós não somente nossa competência naquilo que executamos, que fomos treinados, naquilo que tiramos nosso diploma.

Mas também nas atitudes diárias que garantam que nosso negócio não vai parar, não vai emperrar, em razão de detalhes.

Penso que como eu passei por essa dificuldade, e muitas outras de diversas naturezas, outras pessoas que trabalham em home office também passam! E aprendem muito com isso. Certamente trabalhar em regime de home office nos tirou da zona de conforto, nos fez descruzar os braços.

Se nós não fizéssemos, se não tomássemos uma atitude, ninguém tomaria por nós!

Trabalhar em home office não é só alegrias, ficar perto da família, deixar de pegar transporte lotado, entre muitas outras incontestáveis vantagens. Tem “seus perrengues também”!

Capacidades como a proatividade, flexibilidade, senso de urgência, organização, acabam sendo fundamentais para atender bem nosso cliente, com qualidade, confiabilidade e credibilidade!

Finalizando deixo minha mensagem positiva, pois essa fase vai passar, e logo voltaremos a nossos locais de trabalho.

Alguns sentirão saudades, pois se adaptaram bem ao home office. Outros nem tanto. Mas no geral, acredito que voltaremos diferentes, melhores, amadurecidos.

Talvez seja a oportunidade de valorizar nosso local de trabalho, nossa função, nossos colegas de trabalho.

De entender o quanto é importante a harmonia, o comprometimento e o companheirismo em nosso trabalho.

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Compartilhe informação, é um grande barato!

Professor Arnaldo Pereira dos Santos

Psicologo e Coach

Vou trabalhar em Home Office – Como ficam os custos com essa nova modalidade de trabalho?

Acabei de ler uma notícia muito interessante a respeito de Home Office, que me inspirou a elaborar esse post!

A notícia publicada no site da Época Negócios (épocanegócios.globo.com) de 18/03/2020, traz a notícia de que em razão da pandemia do coronavírus, o Facebook precisou mandar um grande número de empregados para trabalhar em Home Office!

O detalhe da notícia, divulgada na noite de 18 de março, é que o Facebook liberará o valor de $1.000,00 por empregado para fazer frente ao aumento dos custos que eles terão por trabalhar em casa.

Eu particularmente acho bem interessante essa notícia, pois sei o quanto é dispendioso trabalhar em Home Office!

Além de professor do ensino superior, sou empreendedor digital e consultor. Para montar meu Home Office precisei fazer um investimento em equipamentos e móveis.

Para trabalhar em casa investi:

  • Internet de qualidade,
  • computador com boa velocidade e capacidade de armazenamento, impressora,
  • telefone celular com boa capacidade de armazenamento, velocidade compatível com minha necessidade,
  • aplicativos e
  • softwares específicos do meu trabalho,
  • câmera,
  • tripé,
  • iluminação,

Além das despesas iniciais, me preparei para as despesas mensais, que subiram!

  • Mensalmente tenho o valor da internet, agua, luz, TV a Cabo, mensalidade de software de edição e gravação de vídeos, cartucho de impressora, papel sulfite!  Enfim, olha o gasto, o investimento, o quanto precisei me preparar para tomar essa importante decisão de minha vida!

Para quem é empregado de empresa privada no Brasil, a lei foi alterada recentemente e o Teletrabalho regulamentado. Vale a pena você dar uma olhada na lei.

Agora, pensa comigo,,,,,,, e quando o Home Office é montado para um profissional liberal ou microempreendedor, como ficam esses custos?????!

Via de regra ele é incorporado no valor do serviço prestado.

Vale lembrar, tudo parece muito fácil!!!

Mas sempre é bom fazer suas contas, colocar tudo na ponta do lápis, pois, infelizmente não é só a empresa te colocar no regime de Home Office!

Todas essas questões que envolvem investimento em infraestrutura do seu Home Office e as despesas mensais adicionais que você passará a ter precisam ficar muito bem esclarecidas para você depois não se decepcionar com o Home Office!

Gostou, tem algum tema para sugerir!

Deixe seus comentários, compartilhe essas informações!

Compartilhar informação é uma grande curtição!

Professor Arnaldo Santos

Psicólogo e Coach

Home Office em tempos de coronavírus – Saiba mais sobre o Trabalho em Home Office

Home Office

Estamos enfrentando um momento inédito em nossa história, a Pandemia do coronavírus! Surgiu como uma epidemia no final do ano de 2019, na China, e que pouco tempo depois assola o mundo numa velocidade, numa propagação de proporções devastadoras! O coronavírus é uma realidade, e chegou em em fevereiro de 2020 no Brasil! Até a elaboração desse post são mais de 290 casos e duas mortes confirmadas.

Na mesma China, onde tudo começou, o conjunto de medidas adotadas prevê, entre outras coisas, a restrição à mobilidade, colocando em regime de quarentena milhões de pessoas.

Entre outras coisas, essa medida provocou a necessidade de se trabalhar em regime “Home Office”, começando assim, um dos maiores testes para esse regime de trabalho. Ele incorpora o uso de novas tecnologias para a realização de tarefas rotineiras no mundo corporativo, sem sair de casa. Essas mesmas tarefas deveriam ser realizadas no ambiente de trabalho, mas com a determinação da quarentena, deverão ser realizadas em casa.

Reuniões, atendimento a clientes, vendas, dúvidas sobre produtos e serviços, tudo feito no ambiente residencial, de um Home Office montado com a finalidade de executar essas tarefas bem como  cumprir de metas e objetivos profissionais.

Nesse teste, não somente a eficiência e eficácia dos trabalhadores está sendo observada, mas também a capacidade dos recursos tecnológicos funcionarem ao mesmo tempo com milhões de pessoas acessando a rede de voz, dados e imagens, provocando um tráfego de informações na internet, talvez nunca visto antes.

Com a chegada do vírus no Brasil, logo no mês de fevereiro, o pais começou a sentir esses efeitos temerários, imaginários ou não, de que a “então epidemia” iria se alastrar, chegar até nossas portas.

Ela se transformou em pandemia, assusta brasileiros de norte  sul do país, e está revolucionando nossa rotina.

As grandes cidades, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, já começam a adotar medidas restritivas, entre elas suspensão de aulas, liberação do ponto de trabalhadores do grupo de risco , fechamento de casa de espetáculos, cinemas, teatros. Até emissoras de TV, como a Rede Globo de Televisão cancelou suas novelas e estendeu sua cobertura jornalística, numa jornada nunca antes vista, das 4h00 até 15h00 para informar sobre essa pandemia de coronavírus que se alastra pelo pais.

Nesse cenário de crise, muitos profissionais estão no “Home Office” ou “Teletrabalho” pela primeira vez!!!

Para divulgar essa modalidade de trabalho e ajudar, dar dicas sobre o tema, escreverei um conjunto de posts, bem como gravarei uma sequência de vídeos, para informar sobre a melhor maneira de implantar um “Home Office’, qual o amparo legal dessa modalidade de contrato, quais custos deverão ser arcados na montagem da estrutura desse espaço destinado ao trabalho em caso.

Sobre a legislação pertinente, já te adianto que é a lei 13.467/2017, que  entre outros temas aborda sobre a regulamentação do Teletrabalho (Home Office). Destaco ao final do texto,  o artigo e incisos que regulamentam o trabalho á distância.

Abordarei também nos posts, as características psicológicas mais adequadas a quem trabalhar nesse regime, os estados emocionais e os esforços de adaptação à nova rotina,. Ela exige do profissional uma autonomia e uma certa maturidade, bem como iniciativa e comprometimento do profissional.

A abordagem não ficará restrita aos trabalhadores CLT, que migraram para o “Home Office” meio que por obrigação, por falta de outra opção melhor, em razão das restrições de mobilidade até suas empresas, para evitar o contágio com o coronavirus!!! Essa questão me provocou uma pergunta que me incomodou: Mas e os autônomos, profissionais liberais e empreendedores?

Eu abordarei sim os empreendedores e autônomos. Terão uma abordagem específica, especial, com orientações e dicas para ter sistemas que aumentem a produtividade, que racionalizem o custo, as despesas.

Manter um Home Office não é barato!!!!!!!

Por baixo precisamos ter uma boa internet, um computador com boa capacidade de processamento e armazenamento de dados, impressora, aplicativos, sistemas integrados, enfim, uma infraestrutura capaz de te atender na sua operação e rotina profissional.

Como prometi, segue trecho do texto da lei 13.467/2017 que trata do Teletrabalho (Home Office)

 

Professor Arnaldo Santos

Psicólogo e Coach

LEI 13.467/2017

III

DO TELETRABALHO 

‘Art. 75-A.  A prestação de serviços pelo empregado em regime de teletrabalho observará o disposto neste Capítulo.’

‘Art. 75-B.  Considera-se teletrabalho a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo.

Parágrafo único.  O comparecimento às dependências do empregador para a realização de atividades específicas que exijam a presença do empregado no estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho.’

‘Art. 75-C.  A prestação de serviços na modalidade de teletrabalho deverá constar expressamente do contrato individual de trabalho, que especificará as atividades que serão realizadas pelo empregado.

  • 1oPoderá ser realizada a alteração entre regime presencial e de teletrabalho desde que haja mútuo acordo entre as partes, registrado em aditivo contratual.
  • 2oPoderá ser realizada a alteração do regime de teletrabalho para o presencial por determinação do empregador, garantido prazo de transição mínimo de quinze dias, com correspondente registro em aditivo contratual.’

‘Art. 75-D.  As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito.

Parágrafo único.  As utilidades mencionadas no caput deste artigo não integram a remuneração do empregado.’

‘Art. 75-E.  O empregador deverá instruir os empregados, de maneira expressa e ostensiva, quanto às precauções a tomar a fim de evitar doenças e acidentes de trabalho.

Parágrafo único.  O empregado deverá assinar termo de responsabilidade comprometendo-se a seguir as instruções fornecidas pelo empregador.’”

 

 

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL – saiba mais

A transformação no mercado de trabalho está a cada dia chegando mais próximo das nossas empresas.

As novas tecnologias, a economia circular, a globalização, todos esses fatores levam os profissionais a desenvolverem uma sobrecarga emocional que muitas vezes desencadeia em estresse, doenças emocionais e outras complicações, que invariavelmente levam a um nível de desmotivação e insatisfação enorme.

Em razão de todos esses motivos conhecer um pouco mais sobre inteligência emocional acaba sendo importante, e em muitos casos a oportunidade de desenvolver um diferencial competitivo!

Daniel Goleman, psicólogo e pesquisador do tema, definiu inteligência emocional como a capacidade de reconhecer suas emoções e a das outras pessoas!

Em sua pesquisa, desenvolveu o conceito de que a inteligência emocional possui características próprias! A seguir relatarei brevemente a definição de cada uma delas:

AUTOCONHECIMENTO – Nível de conhecimento de si, sabem lidar com as emoções que estão sentindo;

EMPATIA – Capacidade de colocar-se no lugar do outro, sentir a emoção do outro;

RELACIONAMENTO INTERPESSOAL – Capacidade de relacionar-se bem, influenciar e persuadir pessoas;

AUTOCONTROLE – Capacidade de controlar-se em situações difíceis e extremas;

AUTORREGULAÇÃO – Consegue com frequência adiar gratificações, recompensas e prazeres imediatos para conquistar seus objetivos.

AUTOMOTIVAÇÃO – Busca em si a motivação para superar as adversidades e dificuldades;

Como vê, inteligência emocional tem aplicação prática, diária, envolve treinos constantes com perseverança, determinação e foco!

Como está sua inteligência emocional?

Um forte abraço!

 

Arnaldo Santos

Psicólogo e Coach

#academiaderadiologia; #coachdecarreira #mentoria#aconselhamentodecarreira ; #arnaldosantoscoach ;

 

A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO DE TALENTOS NA EMPRESA

Você já pensou em quem ficará no seu lugar quando você se aposentar?

A pergunta pode não fazer sentido para muitos de vocês em razão da pouca idade ou da aposentadoria ainda não fazer parte de seus projetos de vida.

Mas eu posso dizer a você que esse momento vai chegar. Ele chega para todos profissionais. Do Engenheiro, passando pelo jogador de futebol e até o CEO de uma grande empresa, todos uma hora acabam parando de trabalhar, aposentando-se.

Pensando nisso muitas empresas já dão espaço no seu plano estratégico para o plano de carreiras e sucessão.

Esse plano tem em uma das suas premissas a formação de novos talentos, capazes de substituir os profissionais estratégicos da empresa, quando esses se desligarem, se aposentarem.

Os jovens escolhidos em longos processos de seleção, tem em seu programa de treinamento e desenvolvimento um conjunto de processos e etapas até a conclusão do programa. Esses jovens talentos são submetidos a um extenso programa de formação que em muitas empresas tem a inclusão da Mentoria como um dos apoios do jovem profissional.

Para tocar a mentoria a empresa escala os profissionais mais experientes, mais vividos, que conhecem mais a cultura da empresa, suas normas, regras e procedimentos. Uma das finalidades da mentoria é apoiar e orientar os mais jovens, participantes desse programa.

Na programação desenvolvida para a mentoria são agendados encontros, reuniões, com o propósito dos mentores contarem sobre suas experiências, conquistas, desafios, e também os medos, as possíveis armadilhas que podem surgir na carreira.

Além desses encontros programados, existe também uma espécie de plantão de dúvidas, e os canais para conversa, bate-papo, tira-dúvidas onde os mentores podem ser contactados para dedicar um pouco do seu tempo à escuta das angústias desses jovens. Eles contam seus problemas profissionais, pedem dicas, relatam dificuldades de relacionamento, conflitos em que se envolveram.

O intuito dessa relação Mentor e Mentorando é o mentor transmitir suas experiências e conhecimentos e o mentorando escutar, dialogar, aprender, tomar consciência de aspectos de sua carreira e vida profissional na empresa. Desde o início do programa é apresentado que o “jovem aprendiz” poderá ficar à vontade com seu mentor e caberá ao mentor conquistar a confiança e simpatia de seus mentorandos! Quando essa relação de confiança não é conquistada a chance dessa etapa – a mentoria – falhar é muito grande!! Muitas vezes ocorre a necessidade de se trocar o mentor em razão dessa relação de confiança não ter sido estabelecida. Nesse caso o processo começa de novo, com um novo mentor.

Voltando ao programa mais amplo, posso afirmar que sei o quanto a vida empresarial é exigente, desgastante e desafiadora. Vivenciei esse ambiente empresarial por mais de 25 anos de minha carreira profissional. Também posso dizer que ao disponibilizar esses programas de desenvolvimento, a empresa cria um apoio ao novo “aprendiz”, que precisa ser orientado, motivado, estimulado a aprender as “coisas da empresa”. Os mentores não transmitem exclusivamente o manual de procedimentos e rotina de trabalho. Eles também mostram ao novo postulante a cargo de gestão ou cargo estratégico, os atalhos da carreira, as dificuldades da carreira na empresa e “na carreira de qualquer empresa”. Muitas dessas informações não são transmitidas nem na graduação, nem nos cursos de formação. Somente a experiência acumulada em anos de atuação é que traz esse conhecimento.

Retomando a pergunta inicial sobre quem ocupará o seu lugar quando se aposentar, percebemos que se existir um apoio da empresa essa tarefa será compartilhada e o processo poderá ser programado, com pessoas competentes compartilhando do seu dia a dia, entendendo sua rotina, dores, dificuldades e prazeres.

E quando chegar aquela hora de “passar o boné”, todos envolvidos estarão muito mais seguros de que as coisas continuarão, que a vida seguirá seu curso normal. Uns vem outros vão, com muito menos transtornos e mais harmonia e produtividade.

E se você gostou do tema, tem alguma dica ou sugestão, deixe seu comentário no Blog. Siga meu trabalho nas redes sociais, compartilhe essas informações.

 

Professor Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo e Coach

LIDERANÇA – CONHEÇA MAIS

A globalização, a evolução tecnológica, o trabalho do futuro, todas essas questões que a sociedade está vivenciando, não substituem uma boa liderança!!!!!

Posso te afirmar que essas questões chegaram aonde chegaram graças a bons líderes, pessoas que acreditaram no seu sonho, foram visionários, foram excelentes empreendedores.

Uma das definições teóricas para a liderança é a de que é a capacidade de influenciar pessoas. Também tem a definição que diz que liderança é a capacidade de fazer com que as pessoas atinjam metas e resultados.

Interessante que para ser um líder, o indivíduo precisa possuir ou desenvolver algumas características próprias, inerentes às suas atribuições.

A história nos mostra que os bons líderes possuem uma destacada capacidade emocional, são confiáveis, motivam seus liderados, tem uma boa oratória, tem pensamentos positivos, entre muitas outras características que os tornam pessoas admiráveis.

Percebemos que a liderança é uma capacidade essencial para os diversos campos da vida, seja pessoal, profissional, convívio em sociedade e também na política.

Bons líderes formam seus sucessores, desenvolvem grupos, mostram que uma causa, um ideal vale a pena.

Os grupos que possuem bons líderes elevam sua performance, trabalham  em harmonia e equilíbrio, desenvolvem sinergia, entregam resultados melhores que o esperado. Esses bons líderes extraem do indivíduo níveis excelentes de motivação.

O bom líder percebe que pode usar um repertório de diferentes estilos, que são adaptados ao estilo da equipe, da situação e do ambiente onde precisa intervir.

Entre os principais estilos que o líder pode utilizar na condução das suas equipes,  podemos destacar inicialmente os estilos básicos, primários:

LIDERANÇA DEMOCRÁTICA – Utiliza a cooperação e participação da equipe em sugestões, opiniões, ideias e auxiliar na resolução de problemas;

LIDERANÇA AUTOCRÁTICA – Utiliza pulso firme, dá ordens, induz o liderado a realizar a tarefa do jeito que mandou. Pouco utiliza as opiniões e sugestões dos componentes da equipe;

LIDERANÇA LIBERAL – Também conhecida como Laissez-faire deixa os liderados à vontade para fazer a tarefa da maneira que quiser, cada liderado cumpre a tarefa do seu modo;

Não podemos deixar de citar estilos que surgiram no decorrer do tempo, que foram descritos como:

LIDERANÇA SITUACIONAL – É utilizado pelo líder os diferentes estilos, de acordo com o perfil da equipe, a situação que ocorre no momento e o ambiente que o fato ocorre;

LIDERANÇA TRANSACIONAL – O líder utiliza esse estilo quando quer definir os objetivos e metas, oferecendo em troca recompensas, reforços que fazem sentido para os membros da equipe;

LIDERANÇA TRANSFORMACIONAL – Nesse estilo o líder convence seus liderados de que a mudança é importante, é boa, traz bons resultados. Os liderados ficam comprometidos e compartilham essa proposta de mudança;

Também não podemos deixar de abordar as lideranças essenciais, originais que nascem com o indivíduo e tem relação com sua filosofia de vida. São elas

LIDERANÇA CARISMÁTICA – O líder carismático conquista seus seguidores pela confiança, semelhança nas crenças e nos objetivos. É considerada por muitos como nata, como própria do indivíduo.

Conhecer sobre liderança e estilos que eles podem liderar é importantíssimo para desempenhar suas responsabilidades e a equipe entregar resultados. Mas não podemos deixar de citar a importância de compreender como a personalidade do líder pode facilitar o trabalho ou dificultar, integrar a equipe ou ser um mero gestor de conflitos. Mas o que vem a ser personalidade?

Os pesquisadores de psicologia apontam a personalidade como um conjunto de características únicas, particulares que determinam o jeito de ser do indivíduo.  Portanto ao ocupar a liderança, o líder terá maior facilidade em trabalhar o estilo mais adequado a sua personalidade. Se sentirá mais à vontade.

Portanto, conhecer o que é liderança, os estilos e a personalidade ajuda a atingir metas,  superar obstáculos no desempenho. Além de ser um conhecimento fundamental para estudantes, gestores e interessados em desenvolver sua capacidade de liderança.

Quer saber, mais sobre gestão, liderança, empreendedorismo e psicologia? Acompanhe minhas postagens, inscreva-se no Canal do Youtube!!!

Professor Arnaldo Pereira dos Santos

Psicologo e Coach

Como o Aconselhamento de Carreira ajudou no meu desenvolvimento profissional

O mundo em constante transformação, globalizado e com um nível de incertezas cada vez maior tem provocado nos profissionais uma certa angústia e desconforto com suas atuais carreiras!

Temos visto um dinamismo no surgimento de novas carreiras e nas transformações de determinadas posições no mercado. Esse movimento tem provocado nos profissionais a necessidade de se capacitar e se desenvolver na carreira, aumentar a empregabilidade, participar de novas formações e treinamentos, tornar-se cada vez mais produtivos e ágeis. Mas tudo isso tem os deixado perdidos, inseguros, insatisfeitos com suas próprias carreiras. Muitos tem avaliado a possibilidade de mudança, desenvolver novas habilidades, mudar seu rumo profissional.

Percebo que esses fatores e muitos outros não relatados aqui, tem aumentado a necessidade desse profissional buscar a mentoria, o coaching, o aconselhamento de carreira.

Desde meados de 2018 tornei-me Conselheiro de Carreira do Linkedin. Como já atuo no mercado corporativo tem mais de 20 anos, na educação do ensino superior já tem 15 anos, minha formação em psicologia e em administração, com especialização de administração de recursos humanos, vi nessa oportunidade de ser conselheiro a possibilidade de compartilhar um pouco do que sei, daquilo que vivenciei na vida e no mercado de trabalho com as pessoas que necessitam de conselho. Por mais de uma década já dava meus conselhos a alunos e profissionais de mercado que vinham conversar comigo e apresentar sua dúvida ou problema.

Desde que recebi as primeiras mensagens pedindo conselho busquei utilizar minha experiência, e minha vontade de aprender novos conceitos, novas ferramentas, novas áreas de atuação. Dar esses aconselhamentos me ajudou muito a compreender as transformações que ocorrem no mercado de trabalho e na economia como um todo.

Recebi perguntas sobre como realizar uma transição de carreira, como melhorar a visibilidade profissional, como aumentar produtividade, como desenvolver a criatividade. Enfim, perguntas que me estimularam a pesquisar, a analisar, a estruturar respostas adequadas àquela pessoa!

Desde então aumentei o número de visitas no meu perfil do Linkedin, recebi propostas de parcerias, conheci novas pessoas, troquei ideias, aprendi novos métodos de trabalho.

O contato com alguns profissionais, passou a ser mais do que trocas de mensagens pelo Linkedin, mas também reuniões pelo Whattsap, Skype, e o aplicativo Zoom!!!! Foram momentos de intenso aprendizado, levantamento de hipóteses, estruturação de planos de trabalho! Outros profissionais que aconselhei eu conheci pessoalmente. Agendamos cafés, encontros em livrarias, e outros locais onde pudéssemos ter uma conversa adequada, com privacidade.

Portanto, posso dizer com segurança que “quem ensina aprende duas vezes!” Considero esse tempo dedicado ao aconselhamento como uma excelente oportunidade que tive para desenvolvimento profissional, reciclagem de conhecimentos, aprimoramento de técnicas e ferramentas de excelência profissional, e também conhecer pessoas incríveis, competentes e  que fazem a diferença em seus trabalhos.

Agradeço imensamente ao Linkedin pela oportunidade e pelo aprendizado!  A todos profissionais que se aconselharam comigo, pela oportunidade de conhecê-los e de trocar conhecimentos profissionais.

Além do Linkedin e do Blog, meu trabalho também pode ser acompanhado pelas redes sociais, locais onde compartilho informações sobre carreira, empreendedorismo, coaching, psicologia e recursos humanos.

Um forte abraço e siga em frente! Realize seus sonhos!

 

Professor Arnaldo Pereira dos Santos

Conselheiro de Carreiras do Linkedin

Psicólogo e Coach

 

SAÚDE MENTAL E A BUSCA DO TRABALHO PELA JUVENTUDE

O trabalho tem papel importante na vida do indivíduo. É por meio dele que as pessoas conquistam seu espaço, seu status social.

Trabalhar significa dar utilidade e valor ao subjetivo do indivíduo.

Desde cedo é incutido na educação da criança a necessidade de escolher uma profissão, uma carreira. Era muito comum os pais e pessoas do convívio da família chegar na criança e perguntar: O que você quer ser quando crescer?

Para muitas famílias a necessidade de se obter o sustento faz com que as crianças interrompam o período da infância, deixem de brincar e de estudar para trabalhar e ajudar no orçamento familiar!

Eu mesmo comecei a trabalhar com 14 anos em um emprego que meu pai me arrumou. Aprendi a ter responsabilidade, comecei numa profissão e dividi meu tempo com a escola, o trabalho e o convívio familiar. Sou muito grato a meu pai por ter me ajudado nessa fase tão importante da vida. Conheci outras pessoas que me incentivavam a aprender cada vez mais a profissão.

Porisso, quando vejo a dificuldade atual que o jovem tem em iniciar sua vida profissional, busco maneiras de ajudar e apoiar.

Quando se chega na fase adulta, o trabalho já está incorporado na vida do jovem, seja como estagiário, jovem aprendiz ou empregado registrado.

Toda essa responsabilidade, que começa cedo para muitos jovens, faz com que exista a necessidade da divisão do foco, do tempo entre estudo e trabalho.

Para outros, apesar da necessidade, a rotina escola/trabalho demora a iniciar, principalmente em razão da falta de oportunidades gerada pelas crises econômicas, e, também pela baixa qualificação.

Toda essa necessidade de ser inserido no mercado de trabalho traz no jovem algumas consequências para o seu psicológico.

A pressão por resultados, a necessidade de ajudar financeiramente os pais, a dupla jornada, a pouca experiência. Esses fatores trazem efeitos colaterais como estresse, angústia, transtorno bipolar. Por vezes trazem também o começo do uso de substâncias lícitas e ilícitas para suportar essa carga emocional, utilizado como uma fuga, como um pedido silencioso de ajuda, de socorro não escutado, não atendido!!!

Cabe às partes envolvidas ajudarem esses jovens. O papel da família, escola, empresa precisa ser de apoio e compreensão, de escuta das necessidades e angústias pelas quais está passando!!!

A família precisa dar o apoio emocional e fraterno durante conversas, desabafos e crises! A escola precisa acompanhar por intermédio do professor, do supervisor de estágio e de setores de apoio psicológico, o processo de ensino aprendizagem. A empresa precisa dar suporte por meio do RH, do gestor e de Coach/Mentor no direcionamento da carreira e ajustes comportamentais ou emocionais.

Com essa “rede” o jovem poderá desempenhar melhor suas tarefas, aprender os processos envolvidos em sua profissão e desenvolver relacionamentos saudáveis e duradouros no ambiente de trabalho. Cabe lembrar que essa proteção ou apoio dará a sustentação e confiança necessárias para o crescimento pessoal, profissional e consequente amadurecimento do jovem profissional.

Tenho visto ao longo de minha carreira talentos desperdiçados por não terem esse apoio, tão necessário nesse momento profissional. Percebi que começaram a se desiludir com a profissão, com a falta de reconhecimento e valorização, bem como da orientação para superar dificuldades e obstáculos próprios da carreira que escolheram. Muitos outros começaram a desenvolver estresse, problemas de relacionamento, envolver-se em conflitos, acabaram desistindo da profissão.

Todos sabemos que a empresa, quando avalia um profissional que não entrega resultados, que começa a ter problemas disciplinares, apresentar desmotivação, acaba por rescindir o contrato.

De volta para o mercado de trabalho, o jovem sem trabalho ou estágio, com contas para pagar, pressionado pelos familiares para encontrar um novo emprego, fica perdido, desanimado, desmotivado. Esse ciclo de baixa, acaba o impedindo de bons resultados em processos seletivos, pois seu desempenho fica comprometido pela baixa autoestima e insegurança, entre outros fatores.

Portanto nesse mês de Campanha de Prevenção da Saúde Mental, torna-se extremamente importante a conscientização geral sobre a necessidade de nossos jovens cuidar da parte emocional, comportamental e psíquica. Conscientizar a necessidade da sociedade também apoiar nossos jovens! Alertar sobre o estresse, depressão, ansiedade generalizada, Síndrome de Bournout. Essa conscientização ajudará a todos entender sobre a importância da Saúde Mental!

Certamente teremos um ganho! Penso que a juventude é a certeza da renovação nas empresas, da continuidade da sociedade, de uma nova energia e entusiasmo nos ambientes sociais e profissionais. Todos ganham – jovens, família, escolas, empresas.

No mais fico por aqui, convidando vocês a visitar nossas redes sociais, compartilhar nossos conteúdos e informações, acompanhar meus conteúdos sobre temas ligados a psicologia, coach, empreendedorismo.

 

Professor Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo e Coach