Dicas para a Carreira na Terceira Idade

Carreira e terceira idade

Amadurecer, envelhecer, fazer uma transição!

Tudo tão concreto, tão real como a necessidade de mudança na vida de quem está prestes a aposentar, prestes a encerrar um ciclo profissional.

A geração que cresceu na década de 60, encarou os bancos escolares na década de 70 e 80, e profissionalizou-se daí por diante, está começando a encerrar seu ciclo, está começando a passar o bastão e aposentar-se.

Essa geração da qual faço parte, viu a transição da informatização, da automação, da robotização e a chegada da inteligência artificial.

Transitou do arquivo morto para o arquivo na nuvem, e por que não, da possibilidade de implantar chips para acelerar as funções cerebrais.

Acompanhou avanços incríveis, inéditos para a humanidade

Nossa carreira foi iniciada com a necessidade de buscar uma especialização, conhecer a fundo um determinado assunto! Na época ser especialista era o máximo.

Era a tendência da época.

A própria formação acadêmica foi estruturada para que tivéssemos um conhecimento específico, uma especialização em determinada área.

Era, e talvez ainda seja, muito comum alguém iniciar numa empresa como auxiliar e sua carreira seguisse como assistente, analista, coordenador, gerente, diretor de alguma área (Administração, Finanças, Contabilidade, Produção), seguir carreira linear.

E nessa estrutura do conhecimento, nosso foco, nosso interesse ficou restrito a esse campo do conhecimento.

Numa visão para a época, era interessante essa divisão.

Com o avanço do tempo, com o surgimento da “Visão Holística”, nós começamos a ter a necessidade de “conhecer além das fronteiras” do nosso saber atual.

A complexidade começou a aumentar, a resolução dos problemas demandava novas informações, novas interpretações que estavam além do nosso conhecimento.

Começamos a perceber que precisávamos aprender mais, “sair da caixa”. Integrar outras áreas, desenvolver novas competências, utilizar o conhecimento transversal.

Aparentemente o próprio mercado começou a perceber isso antes de nós.

A nova necessidade começou a despertar e atrair a geração que estava chegando, a geração das décadas de 80, 90. 2000.

Eles já ingressavam no mercado com essa visão integradora, que absorvia naturalmente esses novos saberes. Era a necessidade d época sermos generalistas, saber de tudo um pouco. Isso ajudava pra caramba. Se focarmos em RH, as necessidades pediam conhecimento em psicologia, administração, estatística, segurança do trabalho, ensino e educação.

Queriam saber de tudo, independente se era da área deles ou não.

Queriam opinar, participar, fazer parte.

E assimilaram as novas tecnologias com maestria.

Utilizavam computadores, estações de trabalho, softwares como ninguém!

Participavam dos projetos de desenvolvimento dos sistemas integradores administrativos, produtivos e operacionais com uma produtividade enorme. Absorver o conhecimento em informática era essencial para que o todo funcionasse!

Eram esses nossos assistentes, nossos coordenadores.

Eles pediam passagem, queriam “crescer e aparecer”.

Prepará-los era parte do planejamento de carreira e sucessão1

Era inevitável, já que mais dia menos dia, nossa carreira chegará ao final, sairemos de cena!

Incrível!

E para tudo que resolvermos fazer, a concorrência das novas gerações será enorme.

Mas aliás, o que queremos fazer?

O que conseguiremos fazer?

Como fica a tão propagada geração Y?

Os Milenials?

A geração Z?

A resposta é ter que se reinventar!

É desenvolver novas competências, novos interesses, novas perspectivas!

Mas eu te pergunto:

Como se adequar a novas exigências se somos profissionais que estamos a cerca de 30, 35, 40 anos no mercado de trabalho?

Quais técnicas?

Quais estratégias?

Que soluções podem ser oferecidas para que essas possibilidades ocorram e de fato comecemos a mudar?

Não tenho uma receita pronta, mas tenho procurado desenvolver algumas habilidades diferentes daquelas que utilizava no meu dia a dia, na minha rotina.

– Habilidades computacionais;

– Relacionamento Interpessoal;

– Raciocínio Lógico;

– Flexibilidade;

– Paciência;

– Escuta Ativa;

– Interpretação de Textos;

– Capacidade de trabalho com inteligência artificial e robótica.

No meu novo momento profissional, percebi que tinha necessidade de desenvolver essas competências.

Estou verificando quais estratégias eu preciso adotar para que consiga desempenhar minhas novas atividades/tarefas/relacionamentos.

Percebi que minhas experiências acumuladas e conhecimentos adquiridos, não traziam os resultados esperados, já não funcionava mais.

O desempenho ficava mediano, para não dizer medíocre!

Reconhecer esse “gap”, reconhecer essa limitação foi muito importante para mim.

Confesso que é muito mais fácil pedir para alguém fazer, para alguém resolver, para alguém assumir essa responsabilidade, mas é inevitável buscar a independência.

Num dá para ficar esperando que alguém faça para você!

Sentir essa sensação de dependência é entrar em contato com outras limitações provocadas pelo avanço da idade.

É a visão que fica prejudicada e recorremos aos óculos,

é a memória que falha e recorremos a perguntar novamente

é um alimento que não podemos comer ou uma bebida que não podemos tomar pois pode prejudicar algum órgão já desgastado pelo tempo ou pelas extravagancias do passado.

Por isso precisamos tirar aquela energia guardada no fundo da alma e participar de cursos, assistir vídeos, adquirir apostilas, participar de mentorias, comprar equipamentos, e acima de tudo sair da zona de conforto e parar de dar desculpas para nós mesmos.

Precisamos entrar em ação e mostrar para nós mesmos que a idade nos trouxe experiência e não velhice, invalidez, incapacidade!

Sugiro que você encontre seu novo espaço, adapte-se e desenvolva a sua capacidade de “Camaleão”, pois se isso não ocorrer, o ambiente cuidará da exclusão profissional por falta de capacidade técnica, comportamental e emocional.

Pense nisso! E no mais, uma boa transição de geração para você!

Arnaldo Pereira dos Santos

PROCRASTINAÇÃO

Procrastinação

O avanço tecnológico trouxe a Inteligência Artificial, o CHAT GPT e outras novidades para nossa rotina. Existe um número cada vez maior de sistemas, aplicativos e controles sobre nossas tarefas. Se uma das justificativas para a evolução tecnológica era a maior comodidade, agilidade e o alívio nas tarefas, essa promessa não se concretizou. Estamos fazendo mais coisas ao mesmo tempo, aumentou a cobrança e nos vemos perdidos com tantas tarefas ao mesmo tempo. Estamos a beira de uma estafa, esgotamento emocional, e em alguns casos mais graves, a Síndrome de Burnout. Não é por acaso que o governo editou a NR1 – atualizada e com rigorosa normatização pra a empresa promover a saúde mental no trabalho.

Esse aumento nos compromissos, tarefas e responsabilidades nos deixou de certa forma pressionados, acuados, ansiosos! Uma das consequências mais comuns é o adoecimento mental de uma parcela dos trabalhadores, principalmente pelo excesso de utilização dos recursos de comunicação e dados. A edição da NR1 é a esperança de ambientes de trabalhos mais saudáveis.

Diante de tanta pressão tem sido comum entre os empregados desenvolver o comportamento de procrastinar. Um dos significados de procrastinar é adiar tarefas, compromissos e obrigações, o chamado “empurrar com a barriga”.

Quando esse tipo de situação ocorre vez ou outra, não há com o que se preocupar, pois pode ter sido uma exceção, uma questão de prioridades do indivíduo.

Agora quando esse comportamento de adiar um compromisso ocorre sucessivas vezes, já pode ser um indício de que a procrastinação já que está se tornando um hábito, um comportamento recorrente.

Várias podem ser as razões que levam o indivíduo a começar a procrastinar. Essas razões podem ser psicológicas, emocionais, físicas e acabam surgindo sem o indivíduo perceber. Eu mesmo já me vi procrastinando algumas tarefas que não julgava prioritária e que se mostraram urgentes. Acabei tendo que me dedicar com afinco para não perder prazo ou prejudicar meu cliente.

A procrastinação pode ser manifestada por um adiamento de tarefa em razão do indivíduo achar que ainda tem um prazo confortável para realizar a atividade/tarefa. Pode ainda ser em razão de ser uma tarefa complexa, difícil e causa um certo desprazer.

O indivíduo acaba preferindo fazer outra tarefa mais prazerosa, simples e de fácil execução.

Outro motivo muito comum que pode levar o indivíduo a adiar uma tarefa é o fato de seu estado emocional estar em desequilíbrio e ele não estar com vontade de fazer a tarefa. Mentalmente ele cria motivos que justifiquem esse adiamento. Pode ser por causa de ter discutido com o chefe e ficado com uma certa mágoa, e como “penalidade, punição” não fazer no momento a tarefa ordenada pelo chefe, deixar para depois, colocar outra prioridade no local:

Esse funcionário pensa mais ou menos assim

 “- Ahh, o chefe que espere!!!

“Tenho outra coisa mais importante para fazer. Amanhã eu faço o serviço que ele me pediu.”  Esse é exemplo clássico que mostra nas palavras do funcionário, a mágoa com seu chefe.  

“O chefe que espere!!!!!!!!” –

esse funcionário encontrou um motivo ideal para procrastinar!

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o que é procrastinar e suas consequências, vou passar algumas dicas para você refletir sobre o tema:

  • Procure ter uma lista de tarefas que deverá realizar no dia. Elabore essa lista de uma maneira justa e que seja executável por você! Isso poderá ser uma ferramenta para organizar seu dia;
  • Divida as tarefas em pequenas etapas, onde você possa cumpri-las aos poucos e com um tempo razoável de execução;
  • Evite estímulos externos que possam tirar seu foco, como celular, televisão, conversas paralelas. O foco é importante para o começo, meio e fim da tarefa;
  • Evite fazer várias coisas ao mesmo tempo. Organize seu dia destinando uma tarefa por vez;
  • Faça a acabativa. Levante as tarefas já iniciadas, aquelas que já estão com o prazo curto, e as tarefas urgentes. Essa atitude fortalecerá seu senso de urgência e de eliminação de pendências, tirará as cobranças de seu superior em razão de trabalhos atrasados!

Agora que você conhece mais um pouco sobre procrastinação, e tem algumas dicas simples e funcionais, convido você a se aprofundar com o tema, conhecer técnicas, aplicativos e outros artigos que abordem o tema!

Enfrente esse problema de frente, modifique o comportamento e aumente sua produtividade, melhore sua qualidade de entrega dos seus trabalhos. Isso melhorará sua imagem pessoal, alavancara sua carreira e te trará bem-estar e qualidade de vida.

Professor Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo e Administrador

Como melhorar minhas chances de ser chamado para um processo seletivo?

A atual crise sanitária provocada pela Pandemia do COVID-19 tem reflexos em vários setores da economia e da nossa vida como um todo.

Esses reflexos se estendem para o mercado de trabalho.

As formas de busca de emprego tiveram sensíveis mudanças e se antes já estava difícil a busca por recolocação no mercado de trabalho, agora está muito mais desafiador.

Alguns dados demonstram essa nova realidade:

– Desemprego recorde;

– Atividades paralisadas em razão das restrições provocadas pelo aumento da contaminação pelo coronavírus;

–  Mudanças tecnológicas

– Adoção de home office

– Flexibilização das relações trabalhistas

– Novas maneiras de aprendizagem, aula ao vivo on line é uma delas

– Desaparecimento de algumas profissões e surgimento de outras

Esses fatos desencadeados aceleraram mudanças que poderiam acontecer ao longo de vários anos, mas devido a necessidade de urgência para manter a sobrevivência do negócio, já estão acontecendo em grande parte do país.

Para quem busca emprego atualizar-se nessa nova dinâmica é essencial.

Dou algumas sugestões para que o candidato possa aumentar suas chances de deixar uma boa impressão para o profissional de recursos humanos que está conduzindo o processo seletivo:

A – Atualizar seu currículo de acordo com as tendências adotadas no mercado de trabalho

Um currículo bem elaborado, atualizado, que informe sua evolução pessoal e profissional provoca no selecionador o interesse em te conhecer pessoalmente.

B – Preparar um vídeocurrículo com duração aproximada de 4 minutos com formatação interessante os selecionadores de pessoal

Com a adoção do home office e popularização do vídeo como forma de vender, comunicar, informar e ensinar o selecionador passou a pedir o vídeocurrículo que é uma maneira rápida e dinâmica do candidato se apresentar para a empresa, para o selecionador.

Em razão disso um vídeo gravado com uma boa câmera de celular, um local adequado e iluminado, uma voz segura, transmitida de maneira dinâmica, serena, tranquila, pode fazer toda diferença ao transmitir para o selecionador um resumo de sua história profissional. Existem técnicas que você pode assimilar para cumprir com competência essa tarefa, que já é objeto de vídeos que gravei para o Canal do YouTube ArnaldoSantos.

C- Elaborar uma carta de apresentação para a empresa, abordando uma breve apresentação pessoal, trajetória profissional e perspectivas de carreira

Considero que o segredo para uma boa carta de apresentação é a utilização de uma escrita persuasiva, contando sua história, retratando sua evolução profissional, suas conquistas, superação, aprendizado e capacidade de realizar um bom trabalho no futuro empregador. E nada melhor do que você para contar essa história, num formato de carta com uma folha, cerca de 30 linhas, com português correto, termos claros, concordância e estrutura da língua portuguesa. Uma boa carta de apresentação cativa o selecionador.

D – Manter um perfil atualizado na Rede LINKEDIN com informações sobre você, experiência profissional e interesses

O Portal do LINKEDIN é seguramente uma vitrine profissional e ter o perfil cadastrado nela torna-se uma boa oportunidade de ficar conhecido pelos selecionadores das empresas, pois a maioria está cadastrado nela.

Ter uma foto de qualidade, o título do seu cargo cadastrado, suas perspectivas profissionais, bem como seus propósitos, preferências e experiência profissional relatado objetivamente.

Também é interessante para montar sua rede de contatos, o networking.

Sua utilização habitual do LINKEDIN pode ser feita com interações, opiniões, textos, compartilhamentos, curtidas, vez que o SEO tem um ranking interno para variados fins e usos na plataforma/portal.

E – Cadastrar-se em sites especializados, reconhecidamente eficazes na divulgação de oportunidades de trabalho

Você pode cadastrar-se em sites de empresas especializadas em agenciamento de vagas e trabalho efetivo/temporário.

É uma forma de divulgar para especialistas que você está procurando emprego e disposto a receber ofertas de trabalho.

Realize uma pesquisa para avaliar as empresas mais adequadas a seu perfil profissional, que costumam ter oportunidades de trabalho interessantes para você.

F – Elaborar uma lista de empresas que podem receber seu currículo ou cadastro, para potenciais oportunidades de emprego

Tenha em mente uma lista preferencial de empresas que você gostaria de trabalhar. Com essa lista em mãos, pesquise o site, veja se a empresa tem uma política de contratação no estilo TRABALHE CONOSCO.

Em seguida faça o que chamo de busca ativa e cadastre-se na empresa, veja para onde ela orienta o envio de currículos, anote o e-mail de selecionadores da empresa, veja se existe um telefone específico para a área de recrutamento e seleção de pessoal. Contate, seja gentil, prestativo, anote tudo que for orientado e logo em seguida encaminhe seu currículo/cadastro.

G – Matricular-se em cursos de atualização profissional, gratuitos ou pagos

Estar atualizado na sua profissão é que te diferenciará numa entrevista técnica, na realização de provas, projetos e testes práticos.

Para isso verifique periodicamente as empresas que oferecem cursos na sua área. Dentro do possível, participe de cursos rápidos de atualização.

O mercado está dinâmico e em algumas profissões 3 meses já é suficiente para sair uma atualização de leis, de sistemas informatizados, de aplicativos governamentais.

E o desconhecimento dessas mudanças pode te excluir do processo seletivo, pois algum candidato pode já ter esse conhecimento e se destacar.

H – Informar a amigos, ex-colegas de trabalho, pessoas de seu conhecimento, que está em busca de oportunidade profissionais

Sua rede de amizades pode ser a maior fonte de vagas para o cargo que você está buscando. As pessoas ao conhecerem sua capacidade, idoneidade e caráter podem te indicar, oferecer a informação para participar de processos seletivos. Pense nisso.

I – Buscar algum tipo de mentoria ou tutoria, com profissionais e professores de sua área de atuação, para troca de conhecimento profissional, orientação sobre comportamentos e posturas adequadas para a área de interesse profissional

Podemos melhorar sempre, diariamente, e nada melhor do que ter em suas amizades ou referências profissionais que possam transmitir um pouco da experiência, da maturidade, da sabedoria para você.

De forma gratuita ou na forma de prestação de serviços existem mentores que podem te ajudar, seja em conversas, sessões, reuniões virtuais. Informe-se a respeito.

CONCLUSÃO

Esse conjunto de providências poderá fortalecer sua autoestima, a motivação e a busca estruturada por oportunidades de trabalho, que tem uma forte tendência de se tornarem cada vez mais escassas.

Pode ser que alguma das dicas não se encaixe no seu perfil, no seu estilo de vida.

Pode ser que outro profissional tenha dicas diferentes, que façam mais sentido para você!

Penso que nesse momento é essencial que você dedique o máximo de energia que puder, nessa missão de buscar ser incluído em um processo seletivo.

Além de processos seletivos, existem outras possibilidades de atuar no mercado, como autônomo e até mesmo empreendedor.

Dependerá do seu perfil pessoal e profissional.

Avalie, amadureça, considere essa e outras possibilidades de atuação profissional.

Entre elas está o empreendedorismo.

A respeito do empreendedorismo, abordarei futuramente em outra postagem que estou preparando

Espero que as sugestões te ajudem a encontrar a sonhada oportunidade profissional, você possa ser chamado, realizar as demais etapas, se destacar e comemorar o “seu sim, a vaga é minha, estou empregado”, momento tão desejado e almejado por você.

Vou ficando por aqui te convidando a acompanhar meu trabalho nas redes sociais.

Um forte abraço

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo

FERRAMENTA META SMART

A ferramenta META SMART foi nomeada dessa forma em razão de significar em inglês a palavra  “inteligente”, e também ser um acrônimo.

Auxilia na análise da viabilidade da meta que o indivíduo deseja atingir, e estabelece com clareza um passo a passo.

O ACRÔNIMO SIGNIFICA:

S – SPECIFIC (ESPECÍFICO)

M – MEASURABLE (MENSURÁVEL)

A – ATTAINABLE (ATINGÍVEL)

R – RELEVANT (RELEVANTE)

T – TIME BASED (TEMPO)

Sua criação foi atribuída a Georde Doran, na década de 1990, com a publicação de seu livro There`s a S.M.A.R.T. way to write Management Goals and Objectives (Existe um jeito melhor de escrever objetivos e metas gerenciais, na tradução literal) publicado em 1991.

A ferramenta inicialmente era destinada a empresas, mas com o decorrer do tempo, em razão dos bons resultados, começou a ser aplicada em pessoas.

CARACTERÍSTICA DESSA FERRAMENTA: Praticidade, Objetividade, Foco, Alvo

A ferramenta auxilia no planejamento estratégico, definindo metas para que o objetivo seja alcançado.

A aplicação da ferramenta começa com o coach apresentando a ferramenta ao coachee, explicando sua importância no processo como um todo.

Um processo de coaching que foca em saúde pessoal, pode ter a sessão direcionada ao coachee planejar formas de perder peso.

Podemos dizer que a aplicação da ferramenta no processo de coaching tem sua aplicação da seguinte maneira:

OBJETIVO: Estabelecer metas inteligentes no processo de Coaching

Vou exemplificar dessa forma:

Exemplo: Perder peso durante o ano de 2021, até 31 de dezembro de 2021

De acordo com o perfil do Coach, com as necessidades do Coachee, com o nível de envolvimento de ambos no processo, a sessão pode ter vários direcionamentos.

S – SPECIFIC – (ESPECÍFICO) – Definir metas que levem a conquistar seu objetivo, quanto mais clara, objetiva, dentro da realidade, maior a chance de conseguir:

Exemplo: Perder 10 quilos durante o ano de 2021

M – MEASURABLE – (MENSURÁVEL) – Definir metas que tenha a condição de medir, de avaliar

Elaborar, em conjunto com a nutricionista, cardápio adequado ao perfil da Coachee. Estabelecer rotina de medição do peso, comparando o peso desejado com o peso real atingido.

A – ACHIAVABLE – (ATINGÍVEL) – Estabelecer metas realistas, adequadas aos recursos e condições. Deve ser pesquisado, estudado o potencial para não estabelecer metas inatingíveis ou fáceis! Metas atingíveis motivam o coachee;

Exemplo: Elaborar mapa de acompanhamento do peso, com os resultados atingidos e, se necessário prever correções necessárias para atingir o objetivo

R – RELEVANT  – (RELEVANTE) – A meta escolhida deve ser importante, deve contribuir para que o resultado final do objetivo acrescente coisas positivas ao objetivo maior que se deseja conquistar.

Exemplo: O plano bem elaborado e seguido conforme planejado é importante para que o peso desejado seja atingido.

T – TIME – (TEMPO) – Estabelecer um prazo, uma data para que a meta seja conquistada, dessa forma é possível ajusta o foco e as energias.

Exemplo O prazo para atingir o peso desejado é 31 de dezembro de 2021, tempo negociado com toda equipe multidisciplinar

CONCLUSÃO: A ferramenta METAS SMART traz ao processo de coaching uma clareza na definição das metas a ser atingidas, provoca aumento de foco e direciona as energias do coachee a atingir as metas a ser atingidas.

Arnaldo Pereira dos Santos

Fonte de pesquisa: blog.anapro.com.br ; www.viverdeblog.com

Estou formado, e agora?

Qual curso devo fazer agora que me formei?

Com novembro terminando, chega ao fim para muitos estudantes um ciclo educacional!

É a tão esperada e sonhada formatura. Seja no ciclo básico, secundário ou na universidade, esse é um momento mágico.

Caderno de recordações com depoimentos de seus amigos, fotos da turma tirada em sala de aula. Bailes pró-formatura (agora num pode que estamos em pandemia) é maravilhosa toda essa expectativa.

Para muitos alunos as avaliações, projetos, trabalhos, atividades já estão finalizando.

As aulas já são apresentadas em forma de despedida.

Ahh por falar nisso nesse final de novembro dei uma palestra on line e a aula começou com um emocionante depoimento da professora para a sua turma!

Vários alunos pediram a palavra e elogiaram muito a professora. Disseram que ficará na memória os ensinamentos da professora e a lembrança da maravilhosa pessoa humana que é!!

Se despediram de forma emocionada e emocionante!

O carinho mútuo foi nítido!!!

E esse fim de ciclo deixa para muitos a dúvida do que fazer daqui por diante.

Quando se está no ciclo fundamental, a preocupação dos pais é na continuidade dos estudos na própria escola, ou quando não tem a oferta do curso desejado, a mudança de escola é inevitável.

Já no ensino médio e superior, muitas dúvidas surgem no formando.

O que vou fazer agora?

Vou me matricular num curso técnico?

Vou me matricular numa faculdade?

Devo procurar um emprego e deixar os estudos para mais tarde?

Como professor tenho experiência nessa questão! Como já passei por isso, fico à vontade para falar!

No meu caso específico, ao terminar o ensino médio preferi iniciar minha vida profissional e somente depois de empregado, com dois anos de empresa, ingressei no curso de administração.

Terminada a graduação em administração engatei a Pós-Graduação em Administração de Recursos Humanos.

Já trabalhava na área e era importante ter essa pós-graduação para o meu desenvolvimento profissional.

O curso de Psicologia surgiu 3 anos depois.

Estava casado, tinha trocado de emprego e na nova empresa, novo cargo, vi na Psicologia uma oportunidade de ingressar na área de Recrutamento e Seleção, que sempre foi meu sonho.

Tive muitas dificuldades, mensalidades atrasadas, uma DP numa matéria que não me lembro, meu filho nasceu durante a realização do curso de psicologia.

Ufahhh, mas consegui!!!!

Porisso quando chega essa época onde o ano letivo está terminando, penso muito nessa alegria que o estudante tem em se formar, em concluir esse importante ciclo da vida.

Sei o quanto é difícil, cansativo, exaustivo a longa caminhada até a formatura.

E quando o formando vem e me pergunta o que deve fazer daqui para frente, depois de formado, devolvo com uma outra pergunta:

-E agora que você se formou, conquistou seu objetivo, seu sonho, qual novo sonho que você tem? Ele está alinhado a seu propósito de vida?

Sabe, penso que precisa de um novo objetivo, não deve seguir um modismo, uma determinação de alguém.

Tem que seguir seu coração!!

Já conversei com ex-aluno que o sonho era realizar um intercâmbio no exterior!

Hoje esse meu ex-aluno mora na Irlanda, está feliz!

Encontrou sua felicidade lá!

Um outro ex-aluno me perguntou o que achava da carreira acadêmica!

Mostrei as vantagens e desvantagens da carreira docente!

Mostrei o caminho, as instituições que ofereciam pós-graduação, mestrado, doutorado! Esse meu ex-aluno agora é professor numa instituição de ensino superior!

Teve um aluno que no final do semestre, ao término do curso, me perguntou sobre o curso de psicologia.

O que eu achava, quais vantagens, qual carreira poderia ter numa empresa. Mostrei as vantagens da área de recursos humanos.

O rapaz ficou de avaliar se era melhor 5 anos de psicologia ou um curso de Tecnologia em Recursos Humanos!

Você percebe a importância que tem o final de um curso, uma formatura na vida do ex-aluno?

E esse término de ciclo ganha uma importância maior agora nesse momento de incerteza provocado pela pandemia!

O formando fica inseguro e preocupado com o futuro da sua carreira!

E fica mesmo aquela dúvida martelando na cabeça: – Me formei, e agora?

Vou finalizando por aqui com parabéns a todos que nesse início de dezembro finalizarão seus cursos e conquistarão a tão sonhada formatura.

Parabéns!

Só posso dizer que vocês são vencedores.

Muitos ficaram pelo meio do caminho.

E você chegou.!!!

Só posso te dizer: “Siga em frente!”

Gostou do tema, tem uma história para contar da sua trajetória no seu curso? Escreve para mim deixa seu depoimento.

Acompanhe meu trabalho pelas redes sociais!

Um forte abraço

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo e Coach

A pandemia e as perspectivas de aprendizagem

A pandemia da COVID-19 fez os professores se reinventar para poder dar aula Ao Vivo On Line

O momento atual é de muita reflexão a respeito das consequências da paralização das aulas presenciais, em razão da pandemia do COVID-19.

O modelo de aula presencial que imperou até março de 2020 previa salas de aulas com numerosos alunos, lousa, recursos didáticos e um professor.

Nesse modelo o professor era o centro das atenções, protagonista, detentor do saber.

Podemos ilustrar várias salas de aula pelo Brasil afora, que mesmo com recursos tecnológicos que favoreciam o compartilhamento de aprendizado, que estimulavam a participação do aluno, o professor continuava como mediador desse aprendizado.

Estratégias como as metodologias ativas, o aprendizado colaborativo, buscavam tornar o aluno protagonista, um agente de aprendizagem também.

A sala de aula começou a transformar-se num local de troca de experiências, de aprendizado. O professor nesse novo papel, mediava essa relação e buscava torná-la produtiva, estimulante e desafiadora.

Pude observar ao longo dos últimos anos o avanço dessa transformação. Junto conosco professores, os recursos tecnológicos estavam entrando em sala de aula.

Cabe meu depoimento sobre o tema central para que eu fale um pouco a respeito da minha história.

Quando fui aluno do ensino superior na década de 1980 não existia celular, internet, mecanismos de busca, redes sociais.

Na década de 1980 nem se imaginava sobre essas questões e equipamentos no nosso pais.

Quando eu preparava meu trabalho acadêmico, ia até a biblioteca da faculdade ou em outra biblioteca da cidade de São Paulo, escolhia os livros que me interessava e transcrevia trechos de textos que tinham relação com minha pesquisa.

Quando precisava ampliar meu conhecimento sobre determinado assunto eu lia um livro, comprava uma apostila ou tirava copia do capítulo que me interessava.

Feitas as considerações, o meu “parênteses” sobre assunto, na sala de aula que lecionei ultimamente tinham pelo menos 32 computadores, Datashow e internet disponível para acesso dos alunos via celular.

Quer dizer, estamos falando de uma evolução que acompanhei por cerca de 35 anos. E para mim tudo isso é espantoso, pois significa mais recursos de apoio à aprendizagem de nossos alunos do ensino superior.

Não estou aqui entrando no mérito de ensino fundamental e médio, que certamente estão num outro momento dessa evolução.

Tenho percebido que mesmo com o aumento da tecnologia disponível para aprendizagem de nossos alunos, os resultados deixavam um pouco a desejar.

A possibilidade de consultar os mecanismos de busca para obter respostas, a questão de que quaisquer assuntos tratados em sala de aula em segundos poderiam ser checados, confrontados na internet, ao invés de estimular o aluno a aprender, estava o tornando displicente, acomodado e dependente da tecnologia para obter a informação.

Durante as aulas percebia que poucos tinham a curiosidade de checar a informação, de obter outras fontes para comparar os resultados. Nas questões ligadas a cálculos, tudo era resolvido com calculadoras, aplicativos, sistemas informatizados.

Lecionei matérias de aplicação prática como cálculos trabalhistas, custo de folha de pagamento.

Quando ia detalhar os cálculos e explicar sua importância, era frequente algum aluno fazer a seguinte pergunta:

 – Professor para que o  senhor está ensinando isso se a internet já fornece os cálculos prontos, de forma rápida, segura e confiável?

Quando escutava essa pergunta fazia uma breve avaliação da resposta que ia dar, mas antes meu pensamento dizia:

– Puxa vida, será que todos os anos que trabalhei executando esses cálculos foram em vão? Será que o trabalho que realizei será totalmente substituído por sistemas inteligentes de folha de pagamento? Será que o aluno está certo e esse ensinamento tornou-se obsoleto e descartável?

Bom, depois de todas essas reflexões eu respondia:

– O funcionário que tem dúvida de seu holerite de pagamento, não vai tirar a dúvida com a máquina.

Vai tirar com você?

Você sabe explicar o holerite de pagamento para seu funcionário?

A minha resposta normalmente deixava o aluno em silencio, pois certamente ele temia que eu pedisse para que ele explicasse a resolução do cálculo na lousa. E infelizmente ele não sabia explicar mesmo!

E eu seguia em frente com minha aula, para quem tinha interesse, para quem tinha dúvidas, para quem queria aproveitar ao máximo o conhecimento que eu tinha sobre o tema, e certamente aumentar seu conhecimento e buscar desenvolver-se na área, para concorrer a vaga de emprego, numa das áreas que mais tem oportunidades de emprego e bons salários.

Querido leitor, toda essa explicação e relato para te dar a dimensão de uma aula, um tema que abordei em sala de aula e que teve uma adesão mediana, satisfatória e que pude atuar para aumentar o engajamento e participação na aula.

Nesse semestre me deparei com esse problema nas aulas ao vivo e on line. Agora você imagina eu explicando esse mesmo tema pelo celular, distante, falando de coisas complexas e de difícil compreensão!

Tive poucos meses de experiência nessa transição. Lecionei somente por um semestre as aulas ao vivo e on line.

Tive essa dificuldade que te relatei, e pior, tive nas 4 salas que lecionei.

Precisei me reinventar para criar uma solução diferente para cada sala. Precisei em algumas dessas salas utilizar 2, 3 datas para explicar o que numa sala presencial conseguiria fazer em uma aula.

Agora fico pensando: Como os professores pelo Brasil afora estão lidando com o ensino on line ao vivo. Como os alunos estão assimilando assuntos de diferentes complexidades? Como os alunos estão mantendo seu nível de motivação e engajamento para superar essas dificuldades todas?

São muitas as dúvidas, é algo muito novo, está em construção!

As partes envolvidas estão aprendendo a lidar com tudo isso!

Tomando como parâmetro o momento atual, onde o semestre letivo de 2020 está encerrando, onde pandemia no Brasil está com cerca de 160 mil mortos, onde as eleições para prefeitos e vereadores estão para ocorrer.

O pronunciamento recente do MEC aponta que as aulas ao vivo e on line estão equiparadas ao ensino presencial e podem ser aplicadas até fim de 2021, o que esperar da aprendizagem nesse momento de pandemia?

Sinceramente eu não tenho essas respostas, mas como profissional da educação tenho muitas dúvidas sobre o cenário da educação nos próximos anos.

Gostou do tema, tem as mesmas dúvidas que eu, quer participar do debate sobre esse tema?

Comente, compartilhe, tire suas dúvidas. Sua participação pode ajudar a construir uma educação pós pandemia mais participativa e adequada a sua realidade.

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS

Desejo a todos um Feliz Dia das Crianças

Chegou o dia 12 de outubro de 2020!

Como passou rápido hein!

Comemorei muitos dias das crianças!

Como esperava chegar esse dia !!!!!

Meu pai, que durante muitos anos foi funcionário de uma livraria muito conhecida na época que eu era mais novinho, logo cedo, me acordava, dava um abraço apertado, um beijo e também um livro de historinhas de criança!

Até dia desses sabia onde estavam guardados os livros que ganhei no dia das crianças, mas várias mudanças e uma certa desorganização minha, não me deixam localizar esses livros!!! He he he!

Durante alguns anos, minha irmã Regina me levava na festa que a firma que ela trabalhou, fazia para os familiares no páteo da empresa, para os familiares de seus funcionários! Comemorávamos muito!

Eu brincava na maioria dos brinquedos, ficava cansado de tanto aproveitar o 12 de outubro!

Passei dias maravilhosos da minha infância esperando chegar o Dia da Criança!

Essa tradição procurei manter quando meu filho nasceu!

O meu filho Guilherme sempre tinha um forte abraço, um beijo e também uma lembrançinha pela data!

Ao longo dos anos me lembro de tê-lo levado numa festa promovida pela empresa que trabalhei!

Ele aproveitou tanto, conheceu tanta gente!

Voltou exausto para casa!

Hoje o Guilherme já está com quase 23 anos de idade, mas para mim é minha eterna criança!

Alias, todos nós temos uma criança dentro de nós, que precisa ser cuidada, nutrida, valorizada!

Penso que devemos nesse dia da criança rir mais, ter bom humor, ter espírito colaborativo e participativo!

Nos divertir mais, abraçar mais e brincar mais!

Desejo a todos um excelente dia das crianças, que você ajude uma criança a sorrir, a ter felicidade, não somente nesse dia, mas também por toda infância, por toda vida!

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo e Coach

PRATICANDO FEEDBACK EM TEMPOS DE PANDEMIA

Feedback on line

Administrar é uma arte, principalmente nos tempos atuais de pandemia de COVID-19, onde a sociedade, a política e a economia estão numa crise nunca antes vista!

Os indicadores divulgados recentemente são preocupantes:

  • O número ne mortos pela COVID-19 passam de 146.000 brasileiros;
  • Nesses dias nosso país bateu a casa dos 13,5 milhões de desempregados;
  • O dólar tem projeções que dizem que pode chegar a R$6,00;
  • As queimadas na Amazônia e no Pantanal chegam a números alarmantes e trágicos causando indignação do mundo inteiro;
  • As contas públicas estão deficitárias;
  • O número de empresas falindo bate todos os recordes;

Enfim o cenário é de crise e de recessão.

Notícias ruins não faltam para contaminar nosso bom-humor, nossa alegria, nossa esperança!!!!!

Mas nosso país tem tradição de possuir bons administradores, bons gestores para os tempos de crise!!

E não é agora que eles deixarão o desempenho cair!!!

Nossas empresas precisam desses gestores que se destacam nas crises!

Flexíveis, arrojados, corajosos, que inovam na maneira de atuar, na gestão de seus negócios!!!

Afinal administrar quando tudo está a favor é mais fácil, não é???????

Muitos deram respostas exemplares, imediatas, criativas. Quando no dia 20 de março foi decretado estado de emergência no pais e imposta a quarentena as empresas foram informadas que somente os serviços essenciais estariam liberados.

As demais empresas precisaram reinventar-se para que continuassem operando. Implantaram o home office, o e-commerce, a aula ao vivo on line, o delivery, e muitas outras estratégias que foram fruto da criatividade, do empreendedorismo, do arrojo do empresário nacional.

Para que tudo isso funcionasse e a implantação pudesse trazer os resultados esperados, nunca foi tão importante o Feedback.

Nesses tempos difíceis, o administrador precisou valer-se dessa poderosa ferramenta de gestão:

“O Feedback”.

Poderosa para gerir seu pessoal, para conquistar o respeito de seus colaboradores, para melhorar os indicadores de desempenho de sua equipe, para resgatar a motivação!!!!

Bem utilizado o FeedBack pode promover crescimento do Gestor, do Colaborador, da Equipe de trabalho, da empresa como um todo. Um feedback bem feito leva a reflexão, aumento da motivação!

Um cenário como esse descrito leva a insegurança, a angústia, a ansiedade, a insatisfação. Nesses tempos de pandemia, com toda dificuldade de uma crise sanitária sem precedentes, ainda somos bombardeados sobre crise econômica, aumento da violência, tragédias climáticas, corrupção!

Tudo isso pode nos contaminar e nos deprimir.

Muitas vezes temos um bom colaborador, mas abatido pelos fatores externos, sua produtividade cai, seu trabalho torna-se ruim, e as atividades acabam sendo executadas de qualquer jeito!

No home office essas dificuldades aumentam.

O gestor, mesmo à distância, precisa interagir com seus colaboradores. Ligações, e-mails, videoconferência, whatssap, muitas são as ferramentas para se comunicar com ele.

O administrador precisa ter essa percepção sobre o colaborador e sua equipe, ele precisa aproximar-se e compreender o que o colaborador pensa e sente, sua “visão de mundo”!

Conhecendo bem seu colaborador e a equipe ele poderá “escutar as dores”, entender o ânimo, o nível motivacional!

Poderá perceber quando é o momento de entrar em ação e conversar, orientar, tirar dúvidas, corrigir a execução de um trabalho!

Terá então elementos para avaliar pontos fortes e fracos, dessa forma preparando terreno para aplicar o FeedBack.

E verá, entre as diversas maneiras de aplicar um Feedback, aquela que mais julgue adequada, que tenha mais relação com seu jeito de ser, seu perfil, sua personalidade.

Aplicando o Feedback, o administrador poderá apresentar uma avaliação completa do colaborador, mostrando como foi o desempenho dele, na sua visão!

Apontará o que executou bem, os bons resultados, a dedicação, o empenho, aquilo onde mostrou eficiência e eficácia!

Com esse diálogo amistoso, cordial e respeitoso administrador conduzirá o feedback para um assunto delicado e importante para os dois!

Falar sobre os prováveis motivos que levaram a um baixo desempenho do colaborador.

O preparo do Feedback tem que levar em conta a expectativa do empregado, que muitas vezes não amadureceu para ouvir críticas, censura ou ser chamado a atenção sobre seu trabalho!

Ele está esperando, na verdade, ser elogiado, valorizado, estimulado!

Mas nunca ser criticado!

Portanto o gestor deve exercitar essa capacidade de dar feedback, treinar periodicamente “a conversa”, o retorno que dará a seu colaborador sobre o trabalho executado no período que está sendo avaliado!

Treinando a aplicação do feedback, o gestor compreenderá quando o colaborador vier a ter uma decepção ao escutar uma crítica ou o apontamento de seus erros!  

Com essa escuta ativa, conhecerá muito melhor seu colaborador e os resultados do feedback serão bem melhores!!

Poderá dessa forma adaptar seu estilo de Feedback, extraindo de seus colaboradores o melhor, corrigindo o comportamento deles, valorizando as suas atitudes e resultados conquistados! Afinal muitos deles é a primeira vez que estão trabalhando em home office.

Os colaboradores por sua vez, estarão mais treinados a ouvir as possíveis críticas tornando-as positivas, transformando-as em alavanca para melhoria dos níveis motivacionais, qualidade e produtividade no trabalho!

Pratique Feedback!!!!

Transforme essa ferramenta numa das tarefas mais prazerosas da sua Gestão.

Os colaboradores agradecem!!!

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo e coach