APTIDÃO EMOCIONAL – IDENTIFICAR E ROTULAR EMOÇÕES

Identificar as emoções

O ambiente organizacional é rico em sentimentos e emoções, apesar da alta gestão não concordar com essa afirmação.

Para eles a emoção não deve entrar no ambiente de trabalho.

Mas cá entre nós, não conseguimos ir para o trabalho e deixar as emoções na gaveta da nossa mesa ou no armário do vestiário, não é mesmo?

Nossa rotina é intensa, durante o dia acabamos por expressar nossas emoções, seja verbalmente ou na forma não verbal.  

Fazemos caretas, mudamos nossa expressão facial, gesticulamos, procuramos manter uma postura adequada, andamos de um lado para o outro, e quando vemos alguém conhecido cumprimentamos com um aperto de mão.

 Ou seja, expressamos nosso jeito de ser e agir, por meio de emoções e atitudes.

No ambiente de trabalho, tem aquelas pessoas, aqueles colegas de trabalho mais observadores e atentos, mais sensíveis e perceptivos, que conseguem captar os sinais que transmitimos, a nossa energia, o nosso astral!

Com o tempo isso fica cada vez mais nítido e cristalino.

Nossa forma de dar uma ordem, de cobrar um trabalho, de conversar ao telefone.

Essas pessoas observam como estamos!

Somos também avaliados, julgados, criticados pelo jeito que realizamos nosso trabalho. Uma tonalidade de voz com o cliente, “uma cara sisuda” no momento de realizarmos uma reunião ou palestra!

É muito comum que dentro dessa rotina, as pessoas comentem pelos corredores ou no cafezinho:

“Nossa você viu como ele cobrou as metas!”

“Ahh eu achei uma grosseria o jeito que ele falou com os analistas, como pode ser tão agressivo assim?”

“Verdade, parece que ele estava com raiva de todo mundo….sic…..!!!!”.

Comentários bem desagradáveis, num é?

Pois é, no ambiente organizacional as emoções fluem, acontecem, quer a diretoria queira ou não queira!

Tem pessoas, tem emoção!!!

Esses comentários são feitos, muitas vezes, por pessoas que conseguem identificar e classificar as emoções.

Que se colocam no lugar de quem está emocionalmente abalado, utilizando a empatia para compreender as dificuldade para controlar seu estado emocional.

Essas pessoas percebem os traços de raiva, angústias, nervosismo dos colegas de trabalho.

Compreendem e sentem o que a maioria nem percebe.

Quando questionamos de onde vem essa capacidade eles contam que desenvolveram a aptidão conhecer mais profundamente os sentimentos seus e de outras pessoas, desenvolveram a Inteligência Emocional.

No ambiente de trabalho é fundamental essa aptidão, essa capacidade!

Com ela (a aptidão) podem tomar melhores decisões, relacionar-se melhor, aumentar o autoconhecimento e o autocontrole.

Podem se sentir capazes de conversar com a outra pessoa que está com as emoções afloradas, tentar acalmar, tentar mostrar que vale a pena refletir sobre essas emoções e atitudes.

Esse diálogo poderá inclusive levar a um desabafo sobre problemas e dificuldades que vem passando na vida.

O profissional demonstrar essa aptidão de identificar e rotular as emoções dos colegas, da equipe, poderá levar o indivíduo a ter um destaque na carreira, assumir posições de maior responsabilidade na hierarquia, além de ser um importante mediador de conflitos e de interesses da empresa.

Concluindo, sabemos que o ambiente organizacional é complexo e difícil, onde acabam existindo conflitos de interesses, de egos, e, também a disputa de poder.

Quem conhecer melhor suas emoções e as do outro terá maior chance de expor suas estratégias, consolidar os relacionamentos, e também criar condições para alavancar os resultados individuais e da equipe, bem como também da organização como um todo.

O que você estã esperando para desenvolver suas aptidões emocionais, sua inteligência emocional?

Pense nisso!

Arnaldo Pereira dos Santos

APTIDÕES EMOCIONAIS – DESENVOLVA SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

HABILIDADES EMOCIONAIS Saiba mais

O momento atual nos impõem diversos desafios, mas também nos oferece várias oportunidades.

A retomada das atividades presenciais, o fim do uso obrigatório das máscaras, a retomada das aulas presenciais, enfim, a vida voltando ao normal requisitará de nós os aprendizados adquiridos no período da pandemia.

Ficamos isolados, exercemos nossas atividades em home office, assistimos aulas virtuais, baixamos aplicativos de entrega, realizamos reuniões virtuais, namoramos virtualmente.

Fizemos coisas que nossos antepassados jamais tinham ouvido falar. Começamos a usar a tecnologia como nunca! Em todas as atividades a tecnologia precisou ser intermediária.

Presenciamos situações que exigiram de nós novas respostas, novos comportamentos, adaptações e flexibilidade! Como fomos flexíveis!!!

Muitos de nós saíram bem melhores desse momento de crise e tensão!

Certamente quem se saiu melhor, teve as habilidades emocionais como ferramenta.

Daniel Goleman, em seu livro INTELIGÊNCIA EMOCIONAL – TEORIA REVOLUCIONÁRIA QUE REDEFINE O QUE É SER INTELIGENTE, descreve algumas aptidões que podemos desenvolver desde criança e que na vida adulta podem ser um diferencial na leitura do mundo, nas relações humanas e sociais.

Provavelmente na pandemia muitos desenvolveram essas habilidades.

Vamos conferir quais são elas?

APTIDÕES

  • IDENTIFICAR E ROTULAR AS EMOÇÕES – Essa aptidão possibilita identificar qual emoção está atuando em nós e no outro.

Com isso conseguimos rotular, nomear a emoção.

Se a situação mostra raiva, ira, tristeza, conseguimos perceber a situação e sabermos como reagir, como se comportar.

  • EXPRESSAR SENTIMENTOS – Essa aptidão mostra como expressar a emoção e sentimentos.

A habilidade poderá ser expressada por meio de alegria, raiva.

Reconheceremos também quando alguém expressa raiva em relação a nós!

  • AVALIAR A INTENSIDADE DOS SENTIMENTOS – Compreender essa aptidão ajudará a avaliar o quanto alguém está alegre, triste, raivoso. Perceberemos reações desproporcionais, descabidas, fora de contexto.
  • LIDAR COM OS SENTIMENTOS – Habilidade fundamental para aceitar e lidar com sentimentos expressados pelo outro em relação a nós, mas também com sentimentos que expressamos e consideramos inaceitáveis. Auxilia no equilíbrio, ponderação, temperança.
  • ADIAR A SATISFAÇÃO – Desenvolver essa habilidade nos ajuda a entender que a vida não é só prazer, que podemos lidar com o momento e ponderar sobre o momento certo de agir, de satisfazer nossos prazeres.
  • CONTROLAR IMPULSOS – Essa habilidade nos mostra o quanto é importante a ponderação, a calma, a reflexão antes de tomar uma atitude, antes da tomada de decisão.

Inibe sentimentos como ira, tristeza, raiva.

O domínio dos impulsos inibe dissabores por atitudes impensadas.

  • REDUZIR TENSÃO – A tensão é fundamental para que a vida siga.

Um desafio, uma tarefa, um encontro, tudo gera tensão, gera estresse. Desenvolvendo essa habilidade você enfrentará com maior equilíbrio, maior clareza os desafios da vida.

  • SABER A DIFERENÇA ENTRE SENTIMENTOS E AÇÕES – A habilidade proporciona entender melhor nossos sentimentos e ver a interferência deles em nossas ações.

Compreender os motivos que nos levam às ações.

Certamente o aprendizado dessas habilidades emocionais nos ajudará a resolver melhor os problemas, ter mais responsabilidade, ser mais assertivo, melhores alternativas para resolver problemas, entre outros ganhos. Sobreviver no novo normal!

A aplicação dessas habilidades pode ocorrer no meio organizacional, educacional e nos nossos relacionamentos.

Espero que o texto possa ter te estimulado a buscar mais informações e formas de aprendizado emocional.

APOSENTADORIA – Saiba mais….

Aposentadoria

O Carnaval de 2022 já está acabando, amanhã já é quarta-feira de cinzas.

E como os antigos falavam, agora o ano começou para valer!!!!!!

Um tema que percebo que muitas pessoas tem buscado informações é a aposentadoria.

A reforma da previdência social, ocorrida em 13 de novembro de 2019, trouxe várias mudanças e deixou o tema bem complexo para o cidadão comum, que não acompanha esse tema regularmente.

Acompanho o tema desde 1994, quando Fernando Henrique Cardoso promoveu uma reforma de grandes proporções na Previdência Social. De lá para cá vejo que a Reforma de 2019 é uma das maiores reformas da Previdência Social, com várias modificações nas regras da aposentadoria e demais benefícios da Previdência Social.

Nessa postagem, preparei um resumo da aposentadoria por tempo de contribuição e da aposentadoria por idade.

Critérios válidos para aposentar-se em 2022.

APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

Aposentadoria prevista para o segurado que atingir um tempo mínimo de contribuição para a previdência social.

HOMEM: 35 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO

MULHER: 30 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO

Com a aprovação da reforma previdenciária, quem estava no mercado de trabalho até 12/11/2019 tem direito adquirido para aposentar-se por tempo de contribuição. Porém estará sujeito às regras de transição criadas na reforma.

As regras de transição são:

Pedágio de 50% – Essa regra leva em conta o tempo de contribuição do segurado, existente até 12/11/2019, prevendo o acréscimo de 50% (cinquenta por cento) do tempo de serviço que faltava para completar o tempo de contribuição.

Exemplo: Segurado homem possui em 12/11/2019 o tempo de 34 anos de contribuição. Para atingir 35 anos de contribuição falta 1 ano. Com essa regra de transição, o tempo de contribuição acrescido será em 6 meses (50% do tempo que falta) . O tempo total é de 1 ano e 6 meses de contribuição para aposentar-se por tempo de contribuição.

Segundo exemplo: Segurada Mulher possuía em 12/11/2019 o tempo de 29 anos de contribuição. Para atingir 30 anos de contribuição falta 1 ano. Com essa regra de transição o tempo de contribuição será acrescido em 6 meses (50% do tempo que falta). O tempo total de contribuição é de 1 ano e 6 meses de contribuição para aposentar-se.

Pedágio de 100% Essa regra leva em conta o tempo de contribuição do segurado, existente até 12/11/2019.

Exemplo: Segurado homem possui em 12/11/2019 o tempo de 34 anos de contribuição. Para atingir 32 anos de contribuição faltam 3 anos. Com essa regra de transição o tempo de contribuição acrescido será acrescido em 3 anos 100% (cem por cento) do tempo que falta. O tempo total que falta será de 6 anos de contribuição para aposentar-se.

Segundo exemplo: Segurada Mulher possuía em 12/11/2019 o tempo de 27 anos de contribuição. Para atingir 30 anos de contribuição faltam 3 anos. Com essa regra de transição o tempo de contribuição é acrescido de 3 anos 100% (cem por cento) do tempo que falta. O tempo total de contribuição será de 6 anos de contribuição para aposentar-se.

Idade mínima: Outra regra de transição criada é a da idade mínima progressiva, onde o INSS publicou uma tabela para homens e mulheres, que prevê que ao atingir a idade mínima e a contribuição de 35 anos homens e 30 anos para mulheres, o segurado pode aposentar-se.

Para esse ano de 2022, a regra de transição da idade mínima é de:

HOMENS – 62 anos e 6 meses de idade, com 35 anos de contribuição

MULHERES – 57 anos e 6 meses de idade, com 30 anos de contribuição

IMPORTANTE

O segurado pode usufrir de um valor melhor na sua aposentadoria, caso deseje utilizar a regra de pontos para ter direito a 100% da média de seu salário de contribuição.

Regra de pontos: A regra continua valendo para que o segurado tenha a possibilidade de aposentar-se com 100% da média do salário-de contribuição.

A regra diz que os pontos são a soma da idade do segurado + o tempo de contribuição do segurado.

Para esse ano de 2022 a pontuação que deve ser atingida pelo segurado é a seguinte:

HOMENS – 99 Pontos

Exemplo: Homem com 60 anos de idade e 39 anos de tempo de serviço = 99 pontos.

MULHERES – 89 Pontos

Exemplo: Mulher com 59 anos de idade e 30 anos de tempo de serviço = 89 pontos

APOSENTADORIA POR IDADE

HOMEM: 65 ANOS DE IDADE E NO MÍNIMO COM NO MÍNIMO 15 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO

MULHER: 62 ANOS DE IDADE E NO MÍNIMO COM NO MÍNIMO 15 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO

No caso da mulher, a legislação prevê uma regra de transição com elevação progressiva da Idade para aposentar-se.

A tabela prevê que para aposentar-se em 2022 a mulher deverá ter no mínimo 61 anos e meio de idade com no mínimo 15 anos de contribuição.

Como você percebe as regras para aposentar são muitas e bem complexas. No texto abordei a aposentadoria por tempo de contribuição e a aposentadoria por idade.

Ficou com dúvidas, deixe mensagem!

Arnaldo Pereira dos Santos

Feliz 2022

Mensagem de Fim de Ano

Um novo anos está para começar!

Esperanças Renovadas!

Novos sonhos, novos objetivos e metas, um propósito de vida a defender!

Desejo a você um excelente ano de 2022, cheio de coisas boas!

Quero também te agradecer pelo carinho dedicado em 2021. Certamente seu apoio e companhia foi fundamental para mim!

Um grande abraço

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo

FELIZ NATAL

Feliz Natal

Está chegando o Natal. Um ano difícil, desafiador. Obstáculos dificuldades, superação!

Natal, tempo de pensar no amor, no sacrifício, na entrega!

Sentimento de gratidão a todos que me acompanharam durante 2021!

Meu filho, parentes, amigos, clientes, colegas de trabalho!

Desejo, com muito amor, Um Feliz Natal a todos1

Grande beijo!

RELACIONAMENTOS ABUSIVOS – ENTENDA COMO PERCEBER ESSE TIPO DE RELAÇÃO

Relacionamento abusivo - saiba mais

Sabemos que relacionar-se é uma característica humana, essencial para sobrevivência.

Provavelmente não teríamos sobrevivido ao longo do tempo se não tivéssemos essa característica inerente à raça humana.

Somos fisicamente mais frágeis que inúmeras espécies animais.

Se não tivéssemos a união para sobreviver, não chegaríamos até os dias atuais.

O relacionamento evoluiu com a evolução da raça humana.

Nossas primeiras experiências com relacionamentos surgiram no seio da família, passa pelos bancos escolares, solidifica com o trabalho e por aí vai ao longo da vida.

A habilidade de relacionar-se necessita de outra habilidade que desenvolvemos com o tempo, a habilidade da comunicação.

Comunicar-se bem ajuda na construção de relacionamentos.

Na infância, nosso relacionamento com os pais passa pelo aprendizado da comunicação.

Inicialmente é um choro, um sorriso, um grito de dor, tudo para chamar a atenção de quem cuida da gente, seja para alimentar-se, trocas as fraldas, receber carinho.

Esses laços construídos na infância prolongam-se pelo resto da vida.

Vínculo sólido, genuíno que é o alicerce para grande parte dos indivíduos.

Quando chega a fase de frequentar a escola somo submetidos a novas experiências com relacionamentos.

Surgem as figuras dos professores, dos amiguinhos, dos pais dos amiguinhos. Desenvolvemos a partir daí a capacidade do convívio social.

Confrontamos aquilo que nossos pais ensinaram, com o que a sociedade pratica.

E por aí vai até a adolescência, fase em que muitos começam também a trabalhar, fazer estágios, profissionalizar-se para futuramente conseguir o sustento para a geração de novas famílias, novas crianças, que garantirão o ciclo da vida.

Só que nesse meio está a formação da personalidade, do caráter, da ética, das competências do indivíduo.

Começamos a confrontar nossos interesses com outros interesses, começamos a usar do poder, da persuasão, da negociação, da imposição, da política.

Começam aí questões que geram muitos conflitos, muito desgaste, inclusive transtornos de personalidade. Essas interferências na vida cotidiana muitas vezes provocam sofrimento, cicatrizes, sequelas, geram angústias difíceis de solucionar sem uma ajuda especializada.

Na fase familiar é passado o valor de que o ser humano precisa criar sua família, seus filhos, construir um lar ideal, que lhe traga felicidade.

E o ser humano vai em busca desse relacionamento.

Experimenta a convivência a dois, que muito prazer lhe traz.

Porém desse relacionamento também surge dependência emocional, pressão, cobrança, implicância, opressão.

Os tempos atuais, com a pandemia do COVID-19 trouxe muitos sentimentos, um abalo emocional. Perdas medo de adoecer, perda do emprego, endividamento, diferenças de opiniões e de visão de mundo.

Você pode perceber que surgiu um campo fértil para os conflitos nos relacionamentos com agressões físicas e verbais, brigas constantes, discussões e desavenças. A pandemia nos deixou à flor da pele!

Vários fatores podem potencializar os conflitos nos relacionamentos e em consequência estarmos sujeitos aos relacionamentos abusivos.

  1. Personalidade de nossos companheiros, familiares, colegas de trabalho;
  2. Estado Emocional provocado pelo aumento de notícias ruins, insegurança e ansiedade;
  3. Poder e política que as pessoas exercem sobre nós, principalmente em razão da condição financeira, do cargo que ocupa e, também de influência que tem sobre nós.

Normalmente provocada pela parte que tem em suas características de personalidade onde o individualismo, o egoísmo, a agressividade, a sedução, o sentimento de posse sobre o outro prevalece, sem falar do oportunismo em tirar proveito da situação que acarreta uma baia autoestima, pessimismo e falta de esperança.

O relacionamento, que anteriormente tinha como objetivo a felicidade, transforma-se num relacionamento tóxico, perverso, muitas vezes sádico.

Da mesma forma as relações profissionais.

Somos contratados numa empresa para seguir uma carreira, conquistar objetivos e metas, realizar um sonho, ter poder e visibilidade.

Só que outras pessoas também desejam tudo isso.

E a vida profissional vai afunilando os relacionamentos.

Com isso começam as competições, as intrigas, os conflitos, a politicagem!

Tudo para que esse destaque promova alguém, dê os louros da vitória a alguém.

Essas relações profissionais não são muito justas, causam decepções e frustrações. Provocam ira e mágoas.

Os relacionamentos começam a ser desviantes, superficiais, interesseiros.

Começam a surgir questões que no meio organizacional chamam de “puxa-saco”, de “X9”, informantes.

Os relacionamentos já não são mais sinceros, predominam o “toma lá da cá”, “dando que se recebe”, negociações e negociatas.

Surgem os grupinhos do poder, surgem questões ligadas a favorecimento e indicações, tudo predominando à capacidade, desempenho e produtividade.

Toda essa descrição para falar dos relacionamentos abusivos ou tóxicos.

Como falado anteriormente eles aumentaram na pandemia, na crise sanitária e econômica. Fez com que as pessoas deteriorassem seus relacionamentos familiares, profissionais, afetivos de uma maneira assustadora.

Assédio moral, assédio sexual, humilhações, manifestação gratuita de poder são tornadas públicas a cada dia.

Para não falar de agressões físicas que também vieram à tona contra mulheres, LGBT+, crianças, animais, etc…

Temos uma crise de relacionamentos em andamento.

Diferenças de personalidade, irritação, desespero, perda da razão.

Mas essas são as manifestações extremas!

Elas surgem de uma elevação de voz, uma crítica severa, uma piada de mau gosto, um xingamento, um pequeno tapa.

Que é relevado, que é tolerado na esperança de ser um destempero momentâneo, um comentário do tipo “ahh esse é o jeito dele, não liga não, vai passar!!!!!”.

Porém não passa!

O relacionamento abusivo e tóxico é encoberto por nós em razão de sentirmos algo pelo indivíduo. Implicitamente existe uma esperança de melhora. Existe uma dependência que criamos em relação à pessoa tóxica.

Mas porque isso acontece?

Esse envolvimento, essa dependência, essa tolerância!!!

Cada caso é um caso, pode passar pela carência, pode passar pelo estilo de personalidade, pode passar pelas experiências vividas na infância com pais tóxicos!

Mas é preciso um basta, uma atitude de reagir a essa situação, para que nossa saúde física e mental seja restabelecida, retomada, resgatada.

Talvez não exista uma receita, uma fórmula para que essa questão seja de vez resolvida!

Porém é inegável que “amor próprio”, autoestima elevada, reconhecimento do nosso valor e do nosso potencial. O autoconhecimento poderá ser importante para afastar esses relacionamentos tóxicos, abusivos e sufocantes, que tiram nosso brilho e nossa energia.

Nossa percepção aumenta e começa a enxergar que continuar com essas pessoas poderá custar nossa saúde mental, nossa paz e que acaba num trazendo qualquer benefício a nossa pessoa.

Quer aprofundar mais o assunto, acesse o vídeo que preparei sobre o tema https://youtu.be/iZq0ggaYy-o

Espero que o texto tenha trazido uma reflexão sobre o tema, tão importante para nossa sequência de evolução e desenvolvimento físico, emocional e social.

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo

Como lidamos com o nosso tempo?

O tempo é igual para todos.

Está à nossa disposição um dia com 24h00 para que possamos desfrutar da nossa vida.

E se o tempo disponível é igual a todos. Mas nossa noção de passado, presente e futuro é diferente, cada um tem uma noção sobre “o passar do tempo”.

O passado é o tempo que não volta mais. Torna-se a nossa história.

O presente é o tempo atual vivido nesse momento.

O futuro é o empo que está por vir.

Parece simples e de fácil entendimento, mas não é!

Você sabia que para muitos o tempo é um empecilho, um obstáculo, uma fonte de ansiedade, angústia e depressão?

Para entender o que representa isso, te digo que essa é uma das questões que mais traz problemas ao ser humano.

Muitos ficam presos no passado,

Outros ficam somente pensando no futuro,

Outros não conseguem viver o presente por causa dessas amarras e param tudo, ficam paralisados por esse paradoxo existencial temporal.

E aí reside a maior fonte de distúrbios e transtornos mentais, tais como ansiedade, fobias, entre outros.

No campo profissional pode se dizer que o tempo é uma das maiores fontes de conflitos organizacionais. Planejamentos, orçamentos, planilhas, cronogramas movem as empresas.

Controle de ponto, horas extras, atrasos, prazos, metas, objetivos, tudo atrelado ao tempo.

Já que o tempo interfere tanto em nossas vidas, porque não valorizamos essa riqueza inestimável, porque teimamos e desafiar o tempo.

É incrível, mas se temos algo a fazer, muitas vezes deixamos “para última hora”.

Quando atrasamos algo tentamos justificar o injustificável,

Quando temos conta para pagar, pagamos no fechamento do banco.

Quando vamos comprar um presente, vamos no último dia.

Quando temos que lembrar algo, as vezes a memoria falha.

Quando somos cobrados de algo, dizemos que não deu tempo.

Quando somos cobrados para uma conversa, uma visita, uma tarefa, dizemos que não temos tempo.

Incrível, num é mesmo!

Porisso a gestão do tempo, a administração do tempo, o controle do tempo é tão importante.

Nossas ações precisam ser dimensionadas com a determinação do tempo que temos disponível para executar nosso propósito.

Precisamos compreender esse dimensionamento e desenvolver o senso de urgência.

Definir o que é prioritária, o que demanda mais tempo, o que é urgente e emergente.

Se a pandemia está deixando lições, certamente uma delas é sobre o uso adequado do tempo.

Como exemplo falo do respirar, que para nós é automático, sobra ar em nossos pulmões.

Mas para aqueles doentes de Manaus o Ar é urgente, e os tubos de oxigênio faltaram.

Sem ar, sem tubo de oxigênio, os doentes foram a óbito. O tempo foi cruel com eles.

O tempo deles foi diferente do tempo dos gestores hospitalares.

Quando o oxigênio chegou, aquelas pessoas já não tinham mais tempo!

O tempo se esgotou.

Senso de urgência é isso, uma luta contra o tempo, contra os obstáculos e limitações determinadas pela vida.

Precisamos diariamente exercer o senso de urgência em nossas vidas.

Diante do tempo não podemos brincar.

Desperdiçar então, nem pensar.

Muitos ocupam seu tempo com coisas fúteis para não pensar nas coisas essenciais para suas vidas, para melhorar suas vidas!

Temos ouvido: Nunca é tarde para começar!

Ou ainda: Antes tarde do que nunca!

São crenças!

São posturas de muitos!

São verdades! Assim como também: Tampo que vai num volta mais!

Ou outra verdade: Tempo é dinheiro!

Você vê como são as coisas!!!

Nenhuma das afirmações está totalmente certa, ou totalmente errada!

Quando se fala em tempo, tudo é relativo!

A minha noção do tempo que passa é diferente da sua noção sobre tempo que passa.

Posso sentir, perceber o tempo passar rápido! Você já pode ter uma percepção de que o tempo está demorando passar! Para um está acelerado, para o outro já está devagar, um marasmo!

Porém o que precisa ser percebido pelos dois é de como o tempo está sendo utilizado, gasto.

Se de maneira produtiva, proveitosa ou de maneira improdutiva, com desperdício!

Realmente é apaixonante falar sobre gestão do tempo!

Talvez ninguém tenha uma fórmula, uma receita, uma diretriz perfeita sobre sua utilização!

Mas faça a sua melhor gestão do tempo! Sua vida agradece!

Um forte abraço,

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicologo

RELACIONAMENTOS TÓXICOS

Relacionamentos tóxicos: saiba mais sobre o tema

Janeiro branco é o mês dedicado a prevenção de doenças emocionais e de promover a qualidade de vida. Nada melhor do que abordar sobre o papel dos relacionamentos tóxicos nos desequilíbrios e problemas emocionais.

Sabemos que relacionar-se é uma característica humana, essencial para sobrevivência.

Provavelmente não teríamos sobrevivido ao longo do tempo se não tivéssemos essa característica inerente à raça humana.

Somos fisicamente mais frágeis que inúmeras espécies animais.

Se não tivéssemos a união para sobreviver, não chegaríamos até os dias atuais.

O relacionamento evoluiu com a evolução da raça humana.

Nossas primeiras experiências com relacionamentos surgiram no seio da família, passa pelos bancos escolares, solidifica com o trabalho e por aí vai ao longo da vida.

A habilidade de relacionar-se necessita de outra habilidade que desenvolvemos com o tempo, a habilidade da comunicação.

Comunicar-se bem ajuda na construção de relacionamentos.

Na infância, nosso relacionamento com os pais passa pelo aprendizado da comunicação.

Inicialmente é um choro, um sorriso, um grito de dor, tudo para chamar a atenção de quem cuida da gente, seja para alimentar-se, trocas as fraldas, receber carinho.

Esses laços construídos na infância prolongam-se pelo resto da vida.

Vínculo sólido, genuíno que é o alicerce para grande parte dos indivíduos.

Quando chega a fase de frequentar a escola somo submetidos a novas experiências com relacionamentos.

Surgem as figuras dos professores, dos amiguinhos, dos pais dos amiguinhos. Desenvolvemos a partir daí a capacidade do convívio social.

Confrontamos aquilo que nossos pais ensinaram, com o que a sociedade pratica.

E por aí vai até a adolescência, fase em que muitos começam também a trabalhar, fazer estágios, profissionalizar-se para futuramente conseguir o sustento para a geração de novas famílias, novas crianças, que garantirão o ciclo da vida.

Só que nesse meio está a formação da personalidade, do caráter, da ética, das competências do indivíduo.

Começamos a confrontar nossos interesses com outros interesses, começamos a usar do poder, da persuasão, da negociação, da imposição, da política.

Começam aí questões que geram muitos conflitos, muito desgaste, inclusive transtornos de personalidade. Essas interferências na vida cotidiana muitas vezes provocam sofrimento, cicatrizes, sequelas, geram angústias difíceis de solucionar sem uma ajuda especializada.

Na fase familiar é passado o valor de que o ser humano precisa criar sua família, seus filhos, construir um lar ideal, que lhe traga felicidade.

E o ser humano vai em busca desse relacionamento.

Experimenta a convivência a dois, que muito prazer lhe traz.

Porém desse relacionamento também surge dependência emocional, pressão, cobrança, implicância, opressão.

Normalmente provocada pela parte que tem em suas características o individualismo, o egoísmo, a agressividade, a sedução, o sentimento de posse sobre o outro, sem falar do oportunismo em tirar proveito da situação.

O relacionamento que tinha como objetivo a felicidade, transforma-se num relacionamento tóxico, perverso, muitas vezes sádico.

Da mesma forma as relações profissionais.

Somos contratados numa empresa para seguir uma carreira, conquistar objetivos e metas, realizar um sonho, ter poder e visibilidade.

Só que outras pessoas também desejam tudo isso.

E a vida profissional vai afunilando os relacionamentos.

Com isso começam as competições, as intrigas, os conflitos, a politicagem!

Tudo para que esse destaque promova alguém, dê os louros da vitória a alguém.

Essas relações profissionais não são muito justas, causam decepções e frustrações. Provocam ira e mágoas.

Os relacionamentos começam a ser desviantes, superficiais, interesseiros.

Começam a surgir questões que no meio organizacional chamam de “puxa-saco”, de “X9”, informantes.

Os relacionamentos já não são mais sinceros, predominam o “toma lá da cá”, “dando que se recebe”, negociações e negociatas.

Surgem os grupinhos do poder, surgem questões ligadas a favorecimento e indicações, tudo predominando à capacidade, desempenho e produtividade.

Toda essa descrição para falar dos relacionamentos tóxicos.

Eles aumentaram na pandemia, a crise sanitária e econômica fez com que as pessoas deteriorassem seus relacionamentos familiares, profissionais, afetivos de uma maneira assustadora.

Assédio moral, assédio sexual, humilhações, manifestação gratuita de poder são tornadas públicas a cada dia.

Para não falar de agressões físicas que também vieram à tona contra mulheres, LGBT+, crianças, animais.

Temos uma crise de relacionamentos em andamento.

Diferenças de personalidade, irritação, desespero, perda da razão.

Mas essas são as manifestações extremas!

Elas surgem de uma elevação de voz, uma crítica severa, uma piada de mau gosto, um xingamento, um pequeno tapa.

Que é relevado, que é tolerado na esperança de ser um destempero momentâneo, um comentário do tipo “ahh esse é o jeito dele, não liga não, vai passar!!!!!”.

Porém não passa!

O relacionamento tóxico é encoberto por nós em razão de ter um sentimento envolvido, uma esperança que temos de melhora, uma dependência que criamos em relação à pessoa tóxica.

Mas porque isso acontece?

Esse envolvimento, essa dependência, essa tolerância!!!

Cada caso é um caso, pode passar pela carência, pode passar pelo estilo de personalidade, pode passar pelas experiências vividas na infância com pais tóxicos!

Mas é preciso um basta, uma atitude de reagir a essa situação, para que nossa saúde física e mental seja restabelecida, retomada, resgatada.

Talvez não exista uma receita, uma fórmula para que essa questão seja de vez resolvida!

Porém é inegável que amor próprio, autoestima elevada, reconhecimento do nosso valor e do nosso potencial, poderão ser importantes formas de blindar contra os relacionamentos tóxicos, abusivos e sufocantes, que tiram nosso brilho e nossa energia.

Espero que o texto tenha trazido uma reflexão sobre o tema, tão importante para nossa sequência de evolução e desenvolvimento físico, emocional e social.

Interessou-se pelo tema, quer compreender um pouco mais sobre os conflitos nos relacionamentos? Assista o vídeo que preparei sobre o tema.

Link do vídeo:https://youtu.be/iZq0ggaYy-o

Arnaldo Pereira dos Santos

Psicólogo